Ninguem quer tornar o sexo asseptico.
Elga B.
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  1. supostamente ninguém quer, o que não significa que o movimento geral da esquerda pós-moderna não esteja sendo esse. Alguns think tanks pós-moderninhos aqui do Medium inclusive já começaram a celebrar a assexualidade (vide pontoeletronico.me). E em nenhum momento coloquei apenas duas opções em pauta, quem faz isso são vocês. O que obviamente quero é o melhor possível, negociado entre ambas as partes — e se até isso lhe soa "egoísta" demais, aí o complexo de culpa já não é comigo.
  2. obrigado pela dica, mas prefiro meu teatro da "desigualdade" na hora do sexo mesmo. Naturalmente, faço com mulheres que também curtem.
  3. obrigado pelo esclarecimento, definitivamente não é meu estilo. A propósito: eu uso camisinha quando o sexual é casual. Só parto para sexo sem camisinha quando já tenho vínculo afetivo (namorada, parceira fixa etc) e negociamos a contracepção (minha atual tem ciclo estável e faz tabelinha; já tive namoradas que se davam bem com pílula). O ponto é: não fico me forçando a me contentar com menos só pra ser "correto" quando sei que quero e posso mais. Já aprendi nessa vida que um pauzinho meia-bomba é ruim para o cara — e PIOR AINDA para a mulher.
  4. mas afeta, mesmo que em medida inferior. Obviamente sua tentativa de tirar sarro ao estilo "classe média sofre" é que é desproporcional. É justamente o que me levou a comentar aqui: esse tipo de feminismo que acha que precisa reduzir, testar ou menosprezar a autoestima masculina (fácil falar pra quem pertence ao sexo emocionalmente mais forte) é totalmente improdutivo e me parece responder a nada menos que um narcisismo vingativo da parte de vocês. Quando crescer a atual geração de menininhos "desconstruídos" frouxos, inseguros e ressentidos, não reclamem. A violência contra a mulher está diretamente relacionada ao desequilíbrio emocional no homem. Macho bem-resolvido te come bem; ao macho ressentido só resta a punheta ou o estupro como manifestação do desejo.

P.S.: não estamos na África. O que discutimos localmente não interfere na vida lá, e não precisamos sentir nenhum culpa por isso (nem devemos achar que a imposição de pudores micropolíticos em nossas discussões fará alguma diferença para os problemas práticos deles).

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