Coimbra 1.90

Os dias no Brasil foram intensos e chegando aqui tive a sensação de ter sido quase teletransportada. Pois bem, ia escrever sobre as sensações antes de entrar na sala de embarque mas isto fica para ontem. Viver o Agora faz cada vez mais sentido. Cheguei em Lisboa as 5:30 (horário de pouso) de rasteirinha e ainda de com o calor do Brasil presente. Do avião direto para o banheiro para colocar algumas blusas e dar um “reset” para (re)começar.

Ao entrar no avião as lágrimas molhavam as mangas da camisa, aquela camisa antiga com formas geométricas em branco, preto e verde limão. O voo foi tranquilo. Bom espaço entre as poltronas, que inclusive inclinam um pouco mais e desta vez aprendi: poltrona do corredor. O voo foi tranquilo e relativamente rápido. Me rendi aos filmes do Harry Potter, assisti à “Pedra Filosofal” e mais da metade da “Câmera Secreta”. As comidas de avião continuam horríveis. O horário de chegada foi bom. O metrô abre as 6:30, peguei o primeiro trem até à estação Oriente. Bela por sinal mas continua péssimo arrastar mala por aquele piso de pedra portuguesa. Errei o lado da plataforma. Como saber o lado? E de tudo, foi simples. Assim como é indicado nos sites sobre “como chegar a Coimbra”, sem maiores surpresas.

Os 22,80 euros pela passagem de comboio no Alfapendular e a dificuldade constante para descobrir o número do carro e subir os dois degraus para colocar a mala dentro do comboio.

A chegada a Coimbra também foi simples, do jeito que consta no script, considerando a descida dos dois degraus para descer a mala. Foi isso, peguei um táxi e cheguei na Rua António Vasconelos, número 105. Aquela laranja ali da esquina. Ao clicar 3333, abrir a porta verde do casarão, olhar aquele lindinho ladrilho hidráulico e o tapete vermelho, senti um conforto. “Home sweet home”. Claro que a mala é sempre o maior empasse. Subir os poucos degraus foi difícil, me renderam alguns roxos.

A senha digital me fez entrar em casa e estava tudo exatamente como deixei. Sem mofo, tudo direitinho. Me senti em casa. Um frio úmido tomou conta de mim. Deitei, dei notícias e me permiti a dormir. Acordei e resolvi começar a vida. Tomei um bom banho e desci para encontrar a Arlete, eu ainda penteando os cabelos. Que sensação boa ter ela ali no andar de baixo! Fomos para a Casa das Caldeiras “jantar”, uma massa ao molho pesto me deu a energia necessária. Depois encontrei com o Eduardo, comemos um doce lá na Rua da Sofia e fomos ao Pingo Doce. Eduardo me fazendo companhia para a compra de início de ciclo em Coimbra. Aquela compra básica para suprir os primeiros dias até colocar a casa em ordem e com maças, claro. As maças portuguesas me fizeram começar a apreciar as maças.

Entre arrumar tudo e deitar para esquentar o corpo e alma, decidi deitar. Dei aquela arrumada superficial e amanhã é um novo dia. Seja bem-vinda à nova vida em Coimbra.

[quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017]

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