Auge escolar

É o primeiro dia em meu ultimo ano escolar, é bem desconfortável, fisicamente falando, mas não é isso que me molesta, não é bem esta parte física. É a parte espiritual que me incomoda; a aura não visível deste lugar é pesada e me deixa desconfortável. Já estou reaprendendo expansões portuguesas, logo verei as parábolas, não as de historias bonitinhas, mas as matemáticas (elas são bem importantes sabe?) e isso tudo é bem interessante, é claro, mas não para mim, quero usar as minhas quatro ou cinco horas de outra maneira. Bem triste essa situação; sou livre para fazer o que quero, mas terminar isso fará orgulhosos o meu pai e minha mãe, e só falta um ano para acabar, então vou acabar logo com o que é para mim uma utopia, eu gosto dos professores, mas este lugar é uma utopia.


Durante a maioria do tempo quero estar lendo um livro de minha preferencia, ou jogando com meu amigo, cada um com seu ds, eu até estaria mais feliz em meio a utopia se poucas horas atrás eu a tivesse conseguido quebrar (na verdade eu e meu amigo Gabriel conseguimos, quando estávamos correndo em direção a escola) o que eu tentei fazer para quebrar a utopia foi convidar uns amigos para ir a uma simples padaria para brincar e dispersar a mente estressada e beber um refri, levei um velho rádio meu para fazer como um rapper dos anos 80, meu irmão mais velho teve que ir embora, um amigo meu foi embora sem aviso prévio, e meus primos acharam que eu estava bebado (eu estava efórico é claro, mas não bebado, apenas feliz) mas no final nós conseguimos quebrar a utopia, eu e o Gabriel, gritando na chuva, correndo com o rádio chiando; quebramos ela…

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