A próxima mina de ouro do marketing

Desde meados de 2016 os aplicativos de troca de mensagens ultrapassaram os de social em usuários únicos. As pessoas usam muito mais seus Messenger, iMessage e Whatsapp do que Facebook e Instagram. Os aplicativos de mensagem virar o “centro” dos smartphones. É ali que recebemos de memes até depoimentos da Lava Jato. Pensa só: qual o primeiro aplicativo que você abre assim que acorda? Além disso, são os apps preferidos dos millenials. Talvez você pense que o Snapchat já era, mas experimente perguntar a qualquer pessoa de 19 anos se ele usa. Ele vai dizer que sim. Enfim: quem fizer o melhor uso desses serviços, ganha. O problema é entrar na conversa.

As relações dentro de apps de mensagem são de 1 para 1. E marcas que se intrometem nessa papo não são muito bem vistas. Whatsapp virou algo extremamente pessoal. E todos nós odiamos spams desde o nascimento da internet. Mas algumas marcas já fazem movimentos bem interessantes.

Sephora dá dicas aos seus consumidores

A gigante da maquiagem partiu para o óbvio. Através de um chatbot no Kik, a marca dá dicas, mostra reviews de produtos, avisa sobre novos lançamentos e envia tutoriais em vídeo. Apesar de não ser um nome muito comum por aqui, o Kik tem uma base de usuários bem grande: são 300 milhões de usuários onde 70% tem entre 13 e 25 anos.

Hyatt melhora o atendimento ao cliente

Um bom costumer service é sempre boa propaganda. Mais do que nunca os textões descontentes no Facebook tem efeitos devastadores para marcas. Possuir um sistema de atendimento ao cliente eficiente é a chave para manter a harmonia na relação marca-usuário. A rede de hotéis Hyatt criou um bot que anota as reclamações e encaminha soluções. Além disso você consegue pedir serviço de quarto, toalhas limpas e marcar serviços como massagens e spa.

BBC dando apoio na crise

Em 2014 a BBC decidiu entrar no Whatsapp durante a crise do ebola na África. Naquele momento, o Whats era o app mais baixado nos países assolados pela doença. Eles usaram grupos locais para disseminar conteúdo relacionado ao ebola. Nos nove meses de cobertura, os grupos contabilizaram 25 mil pedidos de participação.

E agora?

Ainda que o Whatsapp não possua ferramentas amigas das marcas para disseminar publicidade, é tempo de parar e repensar as estratégias de disseminação de conteúdo. As pessoas gostam de mensagens pessoais, mas podem facilmente identificar linguagem forçada. Ao garantir um tom natural, sem ser agressivo, e mensagem clara, você vai tirar boas vantagens para sua marca.


Arthur Gubert é Coordenador de Estratégias Digitais no Grupo RBS com foco em entretenimento.

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