Atirando no seu próprio pé

Como os taxista estão perdendo de lavada do UBER

“Passageiros que desembarcaram nesta sexta-feira (1º), no Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro não encontraram táxis para se deslocar pela cidade. Desde o início da manhã, motoristas que fazem ponto no aeroporto paralisaram as atividades em protesto contra o aplicativo Uber.” Estadão

Nessa ultima sexta feira tivemos mais um ato dos taxistas contra o Uber no Rio de Janeiro, porém o sindicato dos taxistas não está fazendo de modo coeso, assim acaba afetando a classe dos taxistas como um todo através desses atos mal sucedidos. Os taxistas não podem esquecer que seu cliente final somo nós, pessoas que estão na cidade e optam por um transporte pago privado. Portanto, atos de fechar faixas no Centro do Rio de Janeiro só causa retaliações nos seus clientes e não nos órgãos governamentais que acredito ser o foco do protesto.

A Uber disse que o número de downloads do aplicativo de transporte no Rio de Janeiro cresceu 700 por cento nesta sexta-feira, na comparação com o mesmo dia da semana passada, enquanto a cidade enfrentava uma manifestação de taxistas.

E o fim de uma era longa de monopólio.

Monopólio é uma situação econômica em que uma única empresa controla a produção e comercialização, ou apenas uma destas atividades, de um determinado produto ou serviço. A palavra é de origem grega, sendo que mono significa “um” e polein significa “vender”.

E essa pratica de monopólio para os taxistas é uma vantagem, porém é desvantajoso para os consumidores. O sindicato da classe dos taxistas que possui exclusividade ou amplo domínio do setor podem controlar os preços do produto, mantendo-os num patamar elevado. Pode ocorrer também a queda da qualidade do serviço, pois sem concorrência, não há interesse em fazer investimentos visando aumento de qualidade.

Mas o UBER chegou acabando com o sossego deles, fazendo com que se criasse uma concorrência que é, sensatamente entendida como uma situação nos mercados na qual tal poder de monopólio está ausente.

Na economia, tanto nacional como mundial, em praticamente todos os setores, temos muitas firmas atuando no meio industrial e muitos consumidores atuando com efeitos indiretos uns frente aos outros. É nesse contexto que é considerada a existência do fenômeno “concorrência perfeita”, onde encontramos uma situação limite em que nenhuma empresa ou nenhum consumidor detêm o poder suficiente de influenciar o preço de mercado.

Em outras palavras, quem estiver com uma melhor qualidade e preço deverá obter a maior parcela dos clientes do mercado atuante.

Concluo que você taxistas, seja bem vindo ao mercado aberto, inove-se, procure criar estratégias para vencer essa disputa onde o único que terá reais benefícios é o cliente com serviço com maiores qualidades e preços justos. E caso não esteja satisfeito, mude, isso mesmo migre para o Uber.

Abaixo, segue uma imagem comparando carga tributária dos taxistas e dos motoristas do Uber.

FONTES:

http://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2016/04/01/downloads-do-uber-no-rio-crescem-700-em-dia-de-protesto-de-taxistas.htm

http://www.suapesquisa.com/economia/monopolio.htm

http://www.danilinhomaia.com.br/data/imagegallery/d395289a-2bfa-27ac-0bb3-130d4d323d9f/a70b1bb6-4a17-73a3-251a-e9dfc83d0de1.png

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1572