“Persistência”: palavra de ordem para a música independente
Por: Angélica Fernandes

A cena autoral brasileira em todas as vertentes, nunca deixou de ser rica, de ser relevante ou algo digno de ser conhecida. Ela é fascinante, fértil, forte, diversa, seus estilos, gêneros, cada região com sua peculiaridade de gênero. É lindo!

É bem difícil fazer música na rua, principalmente de graça. Ás vezes é complicado, se deslocar de uma cidade para outra, os gastos, a ralação, e é uma guerrilha linda de se ver, porque mesmo com tanta dificuldade na estrada, esses artistas não desistem do sonho de fazer música, do compromisso, da vontade espontânea de mostrar e expor suas ideias. É lindo ver as pessoas mais abertas, com o pensamento de “ eu preciso fazer o que eu quiser”. E é preciso realmente ter aquele apoio. A gente tem que apoiar mesmo.

Todo ano tem uma série de artistas novos aparecendo e se destacando de alguma forma, e a criatividade de se fazer espaços culturais, festivais, circuitos independentes, é uma oportunidade importante para esse meio. Precisa-se abrir mais espaços, alimentar constantemente esse apoio, porque tem bandas para fazer isso, bandas muito fodas, pessoas interessadas em assistir e pessoas querendo mostrar seus trabalhos. Tanto que se ver a evolução desses festivais. E é interessante o tipo de diálogo que acontece nesses eventos. O diálogo de ocupar os espaços públicos, o diálogo das bandas entre sí, o diálogo dos trabalhos novos sendo reconhecidos. Isso de reunir a galera, de juntar todo mundo, é um encontro importante entre a música e o público, dá um gás, até mesmo para a cena florescer.

Aquele pensamento de: ” Eu via a cena independente como um deserto, uma mata verde fechada, que tinha que abrir os caminhos a facão “, está ficando no passado. Mas ainda é muito difícil.

Apoie a cena das bandas autorais de sua cidade e região, vá a shows, compre discos.

Segue uma listinha de algumas artistas independentes e compositores autorais que você deveria ouvir. rs

#1 — Liniker
#2 — Talma&Gadelha
#3 — Fukai
#4 — Seu Ninguém
#5 — Dona Cislene
#6 — Joseph Little Drop
#7 — Mahmed
#8 — Koogu
#9 — Luan Régio
#10 — Simona Talma
#11 — Selvagens à Procura de Lei
#12 — Maglore
#13 — Plutão Já Foi Planeta
#14 — André Prando
#15 — Uma Sra. Limonada
#16 — Hotel Dolores

#17 — Sarah, só Sarah

#18 — BLACK WITCH
#19 — Kung Fu Johnny
#20 — Kalouv
#21 — Toca-fita de Corcel
One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.