No bunker clandestino, um traidor.

Ele morre com três tiros e eu usei um ponto final no título

Bunker: Geral pegando alguém e eu só de papo com umas minas de preto com papo deprê… ICQ bombava de friendzone.

Parecia um chalé, um barzinho rústico perdido na beira de uma estradinha indo lá pra dentro de uma roça monótona e hiper sem graça. Não levantava suspeitas. Nas instalações internas: armas e bombas. Na fachada do bunker clandestino estava o traficante e a dona do negócio.

— Bom dia, Alba… o que você tem de novidade aí­?

— Lúcio, querido, temos aqui uma bomba de prótons, uma bomba com principio ativo de átomos e um pastel de ovo cozido com orégano…

— Ótimo — acende um charuto — Será que os federais do governo já estão no encalço?

— Evidente que não: fritamos esses agora pela manhã… nosso cozinheiro está a mil lá dentro!

— E as bombas?

— Creme e chocolate…

— Feitas hoje também?

— Boquinha de siri, hein! São de antes de ontem! — sussura

— Vocês são destemidos. Não têm medo que descubram?

— Jamais! Nossos explosivos estão guardados no refrigerador, nem mesmo um urso polar é capaz de entrar lá.

— Alba, os militares estão se munindo de cobertores e óleos de baleia. Sabe o que isso representa, não é? — se aproxima de Alba.

— Que vão invadir isso aqui e nos prender como traficantes internacionais de armas?

— Bem… — olha para cima — Seria uma hipótese boa! Até interessantíssima para nosso sucesso na mídia, mas eu estava pensando em algo mais sério… — retira de seu bolso um papel — a extinção das baleias — mostra o desenho da baleia triste.

— LÚCIO! — irritada, pega ele pelo paletó — Escuta aqui ôh cara, ou você está conosco ou está sozinho! Vamos, pegue essa corda!

— … — Ele olha ao redor e não vê nada.

— Puta merda, onde está o Sábio do Truque da Corda Indiana? — olha embaixo do balcão.

— Alba, não há tempo para esses truques… ligue pro Almirante, temos que negociar a liberdade do Gusmão!

— Lúcio, Lúcio… — suspira — Como você pode ser tão ingênuo? Será que você não soube? O Almirante… — faz um ar chorão e pega um Dreher.

— ELE MORREU? — se antecipa Lúcio bastante aflito.

— NÃO! Ele está GRÁVIDO! — e dá uma golada na bebida.

— Óh não! Mas isso é terrível! — surpreso — Os pés dele estão muito inchados?

— LÚCIO, SEU HIPÓCRITA! O PAI DA CRIANÇA É VOCÊ! — dá play num tango em seu smartphone.

— O QUÊ?! Eu não enrabei aquele Almirante traidor de merda! E quer saber de uma coisa? Eu odeio aquele cara! Ele é o pior homem dos mares que eu já vi! E quer saber ainda mais? Eu tô largando o posto de traficante AGORA! Vou entregar todos vocês aos federais! Escutou bem? Aos fe-de-rais! — se exalta ponto o dedo em riste na cara de Alba

— Querido Lúcio, — bate palmas e depois puxa um envelope de baixo do balcão — eu suspeitava que iria nos entregar… Sempre soube que você era o infiltrado que jogava dos dois lados…

— Tá me chamando de bissexual? Escuta aqui sua… — interrompido

— MÃOS NA CABEÇA! — ordena Alba enquanto seus capangas armados saem da porta da cozinha — Se você não está conosco, está sozinho…

— ALBA! COMO FOI CAPAZ?

—… — acerta Lúcio com a garrafa de Dreher.

— Alba — apela — eu sempre te amei…

— Lúcio, o Gusmão está sendo torturado com um repeteco do Criança Esperança… E foi você quem o entregou. Você é sujo e desumano!

— NÃO FALE BESTEIRAS! Eu jamais entregaria um companheiro à essa tortura! Eu NUNCA seria tão baixo assim!

— Ah, não? — tira do envelope uma foto de Lúcio abraçado com Didi Mocó e Daniela Mercury em uma reunião íntima — Vê? Você é o mais nanicos entre os dois. É o fim, Lúcio. — após uma longa pausa, suspira — Lúcio… — uma pausa crua — eu fingi aquele orgasmo na noite em transamos usando somente pochetes… — dá as costas e ordena— Homens, tirem esse palhaço daqui…

Três tiros.

Silêncio

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