Escuridão: Ansiedade

Já nem sei quem sou, tanto barulho no vácuo de silêncio. Me perco no eterno por alguns instantes, e fico ali parada no infinito das paredes que me cercam, o corpo não responde a vida que grita, enquanto escorre pelos meus dedos a força. Aquela dor insuportável no coração que vem da minha própria cabeça.

Me aperto, me arranho, me bato e grito para eu mesma “Pelo amor de Deus, VOLTA”, o desespero que assola, o pulmão em chamas, não lembro mais dentre tanta coisa como se respira,o corpo que treme, o mundo cada vez mais longe, a cabeça vai desligando e o corpo adormece, e por fim caio num baque surdo no chão frio.

Desmaiada fico até que alguém me veja, ou até que acordo, o despertar é o desespero, “mais uma vez… MAIS UMA VEZ”! O choro escorre junto a aflição, as marcas no corpo, a cabeça que dói, a alma ferida.

A ansiedade é assim, machuca o psicológico, o físico e o espiritual. Quanto mais se sente, mais se tem… ou será ao contrário: Quanto mais se tem, mais se sente?

POR FAVOR, CUIDA DE MIM!

    Aruana, filha de tupã

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    Pensamentos soltos de uma mente nada sã.