“Você quer me amar ou ferir?”
Engraçado esse tempo em que vivemos, aonde falar alto é sinônimo de ataque, de intenção de machucar, de sincericídio; e falar baixo, com calma, ficar em silêncio é superestimado.
Entramos na crise da ansiedade e depressão, não podemos ser o que somos, pelos bons modos e bons costumes, que essa sociedade podre impõe. Mas me digam qual o real problema de rir alto, falar alto, ser verdadeiro, sincero? Quem se esgueira por entre as brechas são as cobras.
Falar baixo, com voz carinhosa, com tom manso ou só ficar em silêncio com olhar de morte, também machuca, e as vezes machuca até mais. Ter um tom suave não é sinônimo de equilíbrio e amor ao próximo. Qual o problema das pessoas?
Deixem as pessoas serem, falando alto ou baixo, deixem as pessoas serem verdadeiras em sua essência, e que a essência de cada um transcenda pro amor do jeito que corresponde aquela alma.
Gritar soltando farpas ou falar soltando farpas, dá na mesma, fere do mesmo jeito!
Que possamos olhar pro próximo com o amor que queremos ser olhados. O mundo merece bem mais, a gente merece bem mais do que só o superficial.
Parem de podar arvores floridas, só porque vocês não gostam da cor das flores. E se não sabe como fazer para florescer peça ajuda, seja mais do que uma cobra camuflada.
“Seja menos”, “está excessivo”, “Dá uma segurada”, não são boas expressões, porque você não sabe quanto tempo o outro levou pra quebrar as correntes dele.
Aprendamos a olhar e admirar o que cada um é, e o que nós somos também! E se você por acaso não se admira, não tente apagar o brilho de ninguém, peça ajuda, eu tenho certeza que alguém vai te ajudar!
E POR FIM, “BRILHA AONDE ESTIVER”
Aruana, Filha de Tupã
(08/08/2017)
