Luta: s.f. qualquer combate corpo a corpo

Na adversidade do tempo pela luta, vivo cada passo como uma conquista a ser comemorada. Hoje eu sinto tanto explodindo dentro de mim, como se fosse colheita de primavera: um jardim de flores paira na minha frente. O tempo está fresco e a minha mente serena. O sossego que é largar a corda, perder, deixar ir embora, limpar-me com as mãos sujas de ouro. Não tem preço.

É um tempo de estranhamento e alegria. Mas a alegria me é ainda estranha e “insubstancial como o tecido dos sonhos”.

Existe alguma voz que teima em discursar sobre o quanto eu devo sofrer pra preservar a honra de escolher sempre o lado daqueles que perdem, nas lutas concretas e simbólicas.

Há sempre uma voz que rejeita o poder, que teme o conflito e que se anula. E se veste e se torna nua ao mesmo tempo, contrariando qualquer verdade.

Essa voz, esse eu que eu também sou, ensina os caminhos que devo trilhar, e mostra à quais inquietações devo dar ouvidos, e superar.

Na adversidade do tempo pela luta, eu escolhi sempre lutar.

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