Prece

Tem um nó entalado na garganta dos santos e suas vozes aladas que aliviam as almas

O mundo anda pequeno
como os corações
das fábricas 
e dos afetos virtuais

Queria aprender o ofício
de ser gente
e honrar a terra 
que me nutre

Queria ter a coragem
de falar dos orixás
e das demandas,
que me perdoem,
não são fáceis

Queria ser leve
como as plumas
e os corpos celestes,
enquanto meu corpo é ainda
um rio sem margens

Queria aprender o aterramento
de todas as árvores
e receber o colo das folhas
que caem dançando
em ventos

A prece mais profunda
é honrar a vida
em um mundo tão confuso
quanto essas telas azuis

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.