Não estou falando sobre correntes elétricas

É mais intenso que isso.

Hoje me falaram que comparar seu toque à correntes elétricas é clichê. Se tem uma coisa que eu tenho certeza agora, é que não somos clichês. Na verdade, posso até arriscar (sem medo) a dizer que somos únicos.

Não achei termo no dicionário que explicasse o que temos. Nem achei expressão que pudesse passar a ideia do que sinto. Me parece que letras, siglas, palavras são simples demais comparadas e essa avalanche (é uma enorme avalanche) de sentimentos dentro de um liquidificador.

É mais intenso que correntes elétricas, placas tectônicas se chocando, vulcões em erupção... É mais intenso que todo exagero que costumo utilizar em minhas palavras.

Tentei comparar o efeito do seu toque em minha pele às raízes das árvores que rompem com o cimento das calçadas da minha cidade, mas ainda assim me pareceu uma comparação rasa demais. Tentei comparar o efeito de seus beijos pelo meu corpo à queda d’água das Cataratas Ángel, mas me pareceu demasiado simples. Tentei comparar o som de sua respiração aos melhores álbuns de soul que eu conheço, mas não chegavam aos seus pés.

E não há nada no dicionário de sinônimos, não há palavras em outras línguas, não há sabor no mundo que possa se comparar a nós.

Parece exagero, meu bem? É mais intenso que isso.

24.nov.2016

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