Espaços vazios e espaços preenchidos

Basta uma fagulha para meu mundo se desfazer.

Palavra gatilho//Os pedaços estão se desfazendo. Eu não sei porque eu não te deixo apenas ir.

Não há mais brasas para se caminhar, apenas espinhos.

E com sua maré revolta eu me afastei do porto, num barquinho a remo//o peso da minha consciência vai me afogar.

Por favor, me deixe ficar mais uma noite para eu não ter que ir pra casa.

Cortes cirúrgicos para uma sangria//cateter por favor.

Eu não sei porque ainda não desisti de te salvar. Eu já te ensinei a nadar.

Eu sou um câncer, consumindo o meu próprio tempo para ter um pouco mais.

Pólvora na pista de corrida// somos duas estrelas brilhando no céu? Ou já caímos em nosso destino fatídico?

Desculpa pela bagunça. Meu caminho já não tem mais chão.

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