Como fazer da Política um caminho de transformação da realidade

Nesse espaço de divulgação de ideias que é o Medium, gostaria de apresentar um pouco da minha visão de mundo, dos valores e diretrizes que norteiam a minha vida pública e particular. Para mim, é muito importante que os recifenses conheçam bem aqueles que se apresentam como opção para governar a cidade.

Acredito que cabe a um prefeito o papel de liderar um processo de transformação, o que é muito diferente de ser gerente de uma estrutura administrativa. O líder é aquele que dialoga, explica, convence e mobiliza a pluralidade dos atores sociais para um fazer coletivo. Ao líder cumpre despertar a responsabilidade cidadã e com ela compartilhar o poder de governar, respondendo a dois pressupostos: a ética pública como um dever indeclinável de respeitar e zelar pelo bem coletivo; e a ética intergeracional como garantia de uma cidade sustentável, para que as necessidades das gerações presentes sejam atendidas sem comprometer as necessidades das gerações futuras.

Um outro aspecto que gostaria de salientar é que, na minha perspectiva, governar é fazer escolhas que resultam em consequências para milhares ou até milhões de indivíduos, afetando seu estilo e sua qualidade de vida. A superação da escassez de recursos é o maior desafio com que se defronta o gestor público, em especial, de uma cidade múltipla, complexa e socialmente desigual. Por isso mesmo, as propostas apresentadas por um candidato em campanha deveriam obedecer, invariavelmente, ao cuidado com a viabilidade financeira.

Isso posto, é claro que a responsabilidade com o orçamento não pode imobilizar o gestor e muito menos servir como argumento do não fazer. Nesse sentido, é urgente introduzir na cultura da gestão orçamentária os princípios do gastar bem e gastar certo, que são alicerces fundadores da qualidade do gasto. A qualidade do gasto significa usar o recurso público com o máximo de retorno social. Na prática, é um processo de permanente monitoramento e avaliação dos dispêndios nos programas setoriais. Este processo pode ser sintetizado numa cláusula pétrea: é proibido desperdiçar.

Importa, ainda, ressaltar a importância do primado técnico na elaboração de propostas e na definição de caminhos para a solução dos problemas que afligem a todos. O candidato responsável e o gestor comprometido com o interesse público sugerem apenas o que é factível e viável de ser realizado. Do primado técnico se escuta o chamamento às limitações do mundo real, sem abandonar a ampliação dos limites do possível, na medida em que se incorpore a capacitação adequada e a assimilação dos avanços tecnológicos de um mundo digital e interconectado. A inovação tecnológica, entretanto, somente faz sentido se uma cidade inteligente for capaz de resolver, de forma eficiente, os problemas que afetam o dia a dia do cidadão.

Por fim, devo dizer que tenho firme crença na importância da sensibilidade política para captar os desejos das pessoas, projetados em anseios e expectativas coletivas. Essa sensibilidade significa escutar a voz das ruas de modo a definir conjuntamente rumos estratégicos para uma caminhada solidária na edificação de uma cidade boa para ser vivida por todos que nela habitam, e por aqueles que por ela passam. Foi assim que construí meu programa de governo, e é assim que venho ampliando o debate sobre as demandas reais da população recifense a partir da participação dos cidadãos por meio das redes sociais.

Desde os meus primeiros passos na vida pública, como vereadora, compreendo a política como a arte de identificar e encaminhar soluções para necessidades coletivas. No momento em que me coloquei para o eleitor como candidata a prefeita, juntei a minha experiência na instituição política mais próxima das pessoas — o parlamento municipal — à visão de especialistas, e da população em geral e apresentei, no dia 25 de agosto, o meu programa de governo: O Recife Acredita — uma proposta em debate.

Esse documento, que está disponível no meu site (www.priscila25.com.br) e na minha página no Facebook (www.facebook.com/priscilakrauseoficial), é um ponto de partida para um amplo debate com a sociedade, que possa nos levar à formação de consensos em torno da cidade que desejamos ter, sem jamais perder de vista a cidade aquela que queremos legar para nossos filhos e netos.

“O Recife Acredita — uma proposta em debate” traz um conjunto de diretrizes e propostas com o objetivo de atender às demandas e desejos dos cidadãos recifenses. Reitero que essas propostas não estão prontas e acabadas, nem configuram a definição final de um plano de governo. E não poderia ser diferente.

Primeiro, porque isto estaria em desacordo com o mencionado rigor técnico, que deve embasar o conceito de planejamento governamental. Segundo, porque escaparia do espírito do processo eleitoral, que busca estimular ideias, visões de mundo, programas partidários, propostas dos candidatos e, a partir do debate democrático — intensificado durante a campanha -, assumir compromissos e chegar a um plano de governo que, efetivamente, esteja em sintonia com as aspirações da sociedade.

Antes de concluir, preciso dizer que nesta caminhada eleitoral busco como fonte de inspiração a experiência vivida na conquista e no exercício de três mandatos populares como vereadora pela cidade do Recife e do mandato de deputada estadual, em curso. São experiências que exigem permanente proximidade com o eleitor e configuram um valioso aprendizado, que se concretiza em recíproca confiança e na observância do princípio da assunção de responsabilidade e periódica prestação de contas, em respeito ao povo que represento e ao valor democrático da transparência.

Submeto a minha candidatura, bem como o meu programa de governo, à força depuradora do processo democrático, certa de que a Política é o único caminho legítimo para a transformação da realidade, assim como para a mudança da própria política.

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