Sobre Jout-Jout, Bolsomitos e revanchismo.
Matheus Cardoso
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Outra dificuldade desse "conservador" e progressista" é a sua origem envergonhada e não assumida por quem defende esses parâmetros.

Tire palavra "progressista" e coloque esquerda ou socialista.

O Muro caiu, a esquerda não tem mais coragem para defender o socialismo.

Capital e trabalho, socialismo e capitalismo, opressor e oprimido são conceitos claros que dividem bem os grupos. Quem é um não consegue ser o outro.

Mas aí vem a queda do Muro e todos os horrores autoritários aparecem. O termo socialismo ficou proscrito. (Agora está voltando)

Vem o posmoderno, e as antigas esquerdas tentam se "renovar" com a captura das bandeiras "progressistas" — mulher, gay, negro, ambientalismo…

Essa renovação é capenga. A esquerda velha quer manter a marca do nós contra eles antiga com divisões que não são claras como a entre capital e trabalho.

O movimento negro pode ser considerado um espaço que defende as mulheres e as lesbicas e gays? O movimento negro que defende o samba, a escola de samba?

Os índio, os native american, são uma das jóias dos "progressistas". Mas como estão as mulheres e as pessoas homosexuais nos grupos e etnias que conservam suas culturas sem muita influência da sociedade do "homem branco"?

Pesquise sobre o número de pessoas portadoras de necessidades especiais em Cuba, na China e nas tribos ? Há aborto ou assassinato das crianças após o parto.

Só para terminar, veja o termo "direitos humanos" nos textos dos "progressistas" anteriores à queda do muro. Não tem muitos.

Troque progressista por guerrilheiro aqui: