E o inglês?
A saga dos headhunters na busca por alguém qualificado…
Não sei se já tive a oportunidade de dizer que sou headhunter. Profissão que me coloca em contato com profissionais brilhantes e também com as angústias de perceber que o mercado de trabalho brasileiro está complicado.
Se por um lado profissionais reclamam que o mercado está “parado”, os clientes (indústrias multinacionais em sua maioria) gritam que está faltando candidatos qualificados para posições em aberto. Eu tenho acreditado na segunda afirmação: cada vez mais existem menos profissionais bacanas.
O perfil profissional é um negócio complexo. Além de ser composto pelas características pessoais adequadas (agilidade, assertividade, jogo de cintura, criatividade e etc.) skills e experiências certas, ainda precisa de um plus. Na maioria das vezes esse “algo a mais” é o segundo idioma.
O idioma mais desejado pelas empresas é o inglês e o espanhol em 2º lugar. Já ouvi muitas pérolas como “Ah moça, meu inglês é bom. Minha fluência é intermediária”.
Oi?
Pessoal, tá na hora de parar de dar desculpas por não ter um segundo idioma. Hoje com essa tal de internet, como diria vovó, tá tudo muito fácil. Existem cursos de idiomas gratuitos, on-line. Eu já testei, vai por mim, é legal!
Não quer fazer curso? Beleza! Eu fiz alguns meses de aulas numa ótima escola aqui de São Paulo que me ajudou muito, mas nada melhor do que as músicas que ouço, séries e livros que leio. Que o aprendizado seja lento e que seja constante. Temos amigos que conhecem amigos que são professores de inglês. Vamos pexinxar.
Sem desculpas. Se você quer ter destaque, ganhar mais e dar um up na carreira vai precisar desse e de outros plus (tem plural? Plusis?). Chega de mentir nível de inglês no currículo, de passar vergonha em entrevista e de desperdiçar o tempo dos recrutadores. É quase um apelo!
Como tá o seu inglês?
Ah tá bem moça. Minha fluência é intermediária!
Ah que raiva! hahaha
Vejo vocês por aí.
A.