Amigos de fila

Hoje acordei às 5h, sai de casa às 6h e às 6h30 já estava na fila do laboratório aguardando à coleta de sangue. Aliás, fila de uma única pessoal: eu. Cheguei muito cedo, achei que os exames iniciavam às 6 e não às 7h. Logo chegou uma mulher. Branca, cabelos tingidos de loiro, aparentando uns 30 anos, nem magra nem gorda, bonita e bem sorridente. Me deu um bom dia contagiante. Estava de uniforme. A articulação, didática e a facilidade de se comunicar denunciaram que era docente – professora no colégio Sion da minha cidade. Trinta minutos de fila foram o suficiente para falarmos da vida, politica, lugares que frequentamos, ofertas de supermercado, família, viagem, segurança da cidade e muitas outras coisas. Confessei meu desejo de cursar letras na infância, mas que o lado comunicólogo falou mais alto. Logo ela me disse que nunca é tarde para realizarmos nossos sonhos e bons profissionais estão em falta no mercado. Confessou-me que estava abrindo uma escola infantil e que sua prima publicitaria quem estava cuidando da comunicação visual. Fui chamando. Fiz a ficha e voltamos a conversar. conversávamos como se nos conhecêssemos há anos. Fui chamado para coletar o sangue. Na saída a vi entrando em outra sala de coleta, nos despedimos com um aceno e fui-me embora. Talvez nunca mais a veja. Não há problemas. Um dia de conversa foi o suficiente para conhecer alguém tão bacana. Não perguntei nem o nome dela, mas sei que lembrarei desse papo por um bom tempo.

A single golf clap? Or a long standing ovation?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.