O vento balança as arvores desde a copa até onde tem as primeiras folhas do tronco.
É certo que será uma grande tempestade.
O cãozinho da casa ao lado como num instinto corre sem parar com os olhos alertas.
Consigo imaginar o coraçãozinho canino acelerando com o balanço das arvores.
É certo que virão raios.

Quanto a mim, ouço uma canção de amor doce
Alheia a realidade do tempo
Já não tenho medo de grandes tempestades
Sou semelhante o capim seco do vale
Eu danço com o vento, que dobra mas não me arranca

Danço e aguardo
Com a leveza da morte que a sequidão deixou desde perto da raiz.
Com a sequidão deixada pelos dias de gelo ou de estio.
(Talvez os nativos tenham aprendido a dança da chuva com o capim…)
Danço e aguardo as grandes aguas que precipitarão como um pranto
Eu sei que assim que estiverem afogados
( o capim e eu)
desde o vale até as montanhas
ressuscitarão verdejantes.

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