Politicamente correto ? Por quê?

(obs.: Esse texto estava guardado a 4 anos)

Vivemos dias perigosos de “politicamente correto”, estamos sendo censurados da forma mais sutil que existe. O povo é obrigado a seguir regras de conduta aonde a liberdade de expressão paga um preço muito caro. Hoje vejo esse reflexo na música, é claro que principalmente no rock, que durante décadas foi o porta voz da juventude. Mas também em outros ritmos musicais como o samba e o reggae, que em suas raízes, entre outras coisas encontrávamos muitas referências da revolta da população contra a situação e política. Que em outrora traziam letras carregadas de rebeldia, alertando a todos, influenciando movimentos com seu refrões muitas vezes entoados como hinos de liberdade, vou citar algumas que lembro : Fábrica¹ do Legião Urbana, ²Apesar de Você — Chico Buarque. Canções com essa deram lugar para refrões vazios e batidas insistentes sem nenhuma criatividade, letras pornográficas, que são muito bem aceitas pela mídia já que o povo não é levado a pensar, pelo contrário apenas se rebolam acreditando ser o máximo.

A mensagem que tento trazer nessa postagem é simples, não deixem ser influenciados por esses modismos que só visam lucros rápidos e nenhuma informação. Estudem e se informem da verdadeira realidade do seu país. E nunca acreditem no que a TV lhe diz, tenha opinião própria e seja sempre autentico.

¹ Fábrica

Nosso dia vai chegar,

Teremos nossa vez.

Não é pedir demais:

Quero justiça,

Quero trabalhar em paz.

Não é muito o que lhe peço -

Eu quero um trabalho honesto

Em vez de escravidão.

Deve haver algum lugar

Onde o mais forte

Não consegue escravizar

Quem não tem chance.

De onde vem a indiferença

Temperada a ferro e fogo?

Quem guarda os portões da fábrica?

O céu já foi azul, mas agora é cinza

O que era verde aqui já não existe mais.

Quem me dera acreditar

Que não acontece nada de tanto brincar com fogo,

Que venha o fogo então.

Esse ar deixou minha vista cansada,

Nada demais.

Apesar de você

²Amanhã vai ser outro dia

Hoje você é quem manda

Falou, tá falado

Não tem discussão, não

A minha gente hoje anda

Falando de lado e olhando pro chão

Viu?

Você que inventou esse Estado

Inventou de inventar

Toda escuridão

Você que inventou o pecado

Esqueceu-se de inventar o perdão

Apesar de você

Amanhã há de ser outro dia

Eu pergunto a você onde vai se esconder

Da enorme euforia?

Como vai proibir

Quando o galo insistir em cantar?

Água nova brotando

E a gente se amando sem parar

Quando chegar o momento

Esse meu sofrimento

Vou cobrar com juros. Juro!

Todo esse amor reprimido

Esse grito contido

Esse samba no escuro

Você que inventou a tristeza

Ora tenha a fineza

De “desinventar”

Você vai pagar, e é dobrado

Cada lágrima rolada

Nesse meu penar

Apesar de você

Amanhã há de ser outro dia

Ainda pago pra ver

O jardim florescer

Qual você não queria

Você vai se amargar

Vendo o dia raiar

Sem lhe pedir licença

E eu vou morrer de rir

E esse dia há de vir

Antes do que você pensa

Apesar de você

Apesar de você

Amanhã há de ser outro dia

Você vai ter que ver

A manhã renascer

E esbanjar poesia

Como vai se explicar

Vendo o céu clarear, de repente

Impunemente?

Como vai abafar

Nosso coro a cantar

Na sua frente

Apesar de você

Apesar de você

Amanhã há de ser outro dia

Você vai se dar mal, etc e tal

La, laiá, la laiá, la laiá

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