Meus Livros de 2017 (Parte 1)
Todo ano leio pelo menos 20 livros. É a melhor maneira de me manter tranquilo e ainda produtivo. E 2017 não está sendo diferente, até agora (11 de junho) li 11 livros (tudo devidamente catalogado no Goodreads, me sigam lá — https://goo.gl/tAA9eF).
Por isso achei que seria legal dividir aqui um pouquinho da minha opinião sobre cada um deles e falar sobre quais valem a pena ou não. Então, aqui vai, em ordem cronológica:
Twitter is Not a Strategy, Tom Doctoroff: Apesar de ter sido escrito por uma lenda da publicidade, Twitter is Not a Strategy parece que se tornou um livro obsoleto rápido demais. Ele fala de uma maneira bem superficial sobre aquele velho papo que todo mundo no mercado já conhece: “suas campanhas não devem se basear somente em digital”, mas sem oferecer grandes soluções pra nada. Se você está começando agora a pensar em estratégia para marcas ou conhecendo publicidade, talvez valha a pena. Mas no geral não recomendo não.
“Good branding is made out of consistency”
Thinking Fast and Slow, Daniel Kahneman: Um livro incrível. Depois de muitos e muitos anos estudando os vieses (qual é o plural de viés meu deus), Kahneman lista de maneira super didática como o seu cérebro pode estar te enganando e como isso afeta sua vida, a vida de consumidores e de quem vende produtos. Não vou entrar muito em detalhes, mas talvez depois faço um novo texto.
The Art of Social Media, Guy Kawasaki: Guy Kawasaki é uma lenda do marketing digital e eu sou admirador do trabalho dele há muitos anos. Inclusive ele é uma das melhores pessoas para se acompanhar no LinkedIn se você quiser aprender a maximizar o seu poder nas redes sociais (https://www.linkedin.com/in/guykawasaki/). Mas o livro infelizmente não deu. Ele parece sofrer do mesmo problema que Twitter is Not a Strategy, apesar de ser um livro relativamente novo, de 2014, ele se tornou velho rápido. A maior prova disso é o capítulo inteiramente dedicado ao Google +. Mas se você está procurando uma base para começar a organizar suas midias sociais (ou da sua marca) esse é um bom lugar para começar.
Are We Smart Enough to Know How Smart Animals Are, Frans de Waal: Se afastando um pouco do universo “publicidade, marketing e como vender coisas”, esse livro demonstra quão raso é o nosso conhecimento sobre a maioria das outras espécies com as quais dividimos nosso planeta. Waal, usando diversos exemplos, esfrega na cara do leitor a nossa inabilidade de se colocar no lugar de outros animais. O livro é muito muito bom, mas a leitura é um pouco difícil. Me levou um bom tempo e eu provavelmente não absorvi metade do que deveria. Ainda assim: recomendo.
Alive, Scott Sigler: A primeira ficção do ano infelizmente decepcionou. O livro é fácil de ler e muito bem escrito. Mas, mesmo assim, os personagens são rasos, suas motivações e relações não fazem o menor sentido e no fim do livro tudo que te resta é um gancho para o próximo livro (eu não sabia que era uma trilogia).
The Little Book About Design Research Ethics, Ideo: Livro sobre a metodologia usada na Ideo (se você não conhece, conheça) para realizar pesquisa e para a geração de insights. O livro é mega curto e o pdf dele está disponível gratuitamente no site deles (https://lbodre.ideo.com/).
Selling the Invisible: A Field Guide to Modern Marketing, Harry Beckwith: Depois de começar a atender uma marca de entretenimento, senti uma necessidade de aprofundar meu conhecimento sobre a venda de serviços. Selling the Invisible é um clássico do marketing e trata exatamente desse assunto. Vender produtos pode parecer fácil e simples quando você pensa em como vender serviços subjetivos. No livro o autor fala sobre o seu framework para trabalhar com esse tipo de negócio. Livro bom e prático.
“Don’t charge by the hour, charge by the years.”
Roube Como um Artista, Austin Kleon: Um livro super curto. Um incentivo para que busquemos referências e saibamos junta-las e assim criar algo novo. Divertido e rápido. Vale a pena, se assim como eu você pagar baratinho na Estante Virtual.
Sapiens A Brief History of Human Kind, Yuval Noah Harrari: Esse, com certeza, foi o melhor do ano até agora. Harrari, um historiador consagrando, demonstra com uma habilidade incrível toda a nossa história através das diversas revoluções pelas quais passamos para chegar onde estamos, desde a Revolução Cognitiva até a Revolução Industrial. O livro tem uma capacidade fantástica de relativizar tudo que pensamos, demonstrando o quanto nós, como humanos, somos fruto dos tempos que vivemos. Indispensável.
Made to Stick, Chip & Dan Heath: Outro clássico do marketing. No livro os irmãos e cientistas Chip e Dan Heath explicam porque algumas ideias, histórias, ditados, vivem durante séculos e outras são esquecidas em minutos. Enquanto isso nos ensinam como aplicar isso no nosso dia-a-dia, seja para publicidade ou para provar um ponto em uma discussão. Bom livro. Bem prático.
E por enquanto é isso. Claramente me afastei um pouco da ficção nesse semestre para estudar um pouco mais e é provável que continue assim para o resto do ano. Daqui alguns meses, volto com a parte dois.
