Parei de escrever

Não parei de sentir.

Ela debochou dos meus poemas, dos meus versos, do meu sentimento, do meu querer.

Eu estava apaixonada e cega, ignorei a angustia que sentia e parei de escrever.

Escondi dos meus amigos que tinha voltado pra ela, pois sei que ninguém me entenderia.

Eu sabia que eu estava errada, no fundo eu sabia!

Eu sabia também que o que eu sentia por ela nunca foi amor.

Foi sim uma dependência, um vicio, um medo de sozinha de novo ficar

E de ficar sozinha eu tenho pavor!

Nesse tempo com ela tive muita vontade de escrever.

Às vezes por sufoco, insegurança, angústia, desesperança

Mas o medo mais uma vez me pegou.

Medo do deboche, do riso sobre os meus versos,

Do que sinto e do que penso.

MEDO.

Medo de perde-la, medo de me perder.

MEDO.

Eis meu atual desafio: desapegar do medo.

Esse que esteve ao meu lado durante todo esse tempo.

Que me causou ansiedade, pânico, pavor.

Medo de olhar pra além, de sonhar, de planejar

De conhecer outro alguém.

Medo de me arriscar.

Tantos medo pra desapegar.

Por onde devo começar?

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