12 horas!

E aquela noite? Foi intensa. Durante as cerca de 12 horas juntos, o prazer imperou em ambos. Pela ordem — ou desordem, sei lá — veio a festa, depois o beijo, a ida para casa, os amassos e por fim...

Que delícia! Pensei ao ouvir.

Ela parece dançar conforme o ritmo. É impressionante! Impôs dificuldade, mas não resistiu a insistência de quem levou fora pra dançar, mas depois voltou-se para a dama, sem vergonha e sem nada pedir. Apenas agarrando-a pelo braço.

“Que pegada!”, falou ela no ouvido do homem quando ainda sincronizavam os passos. Imagino que deveria ser forró ou sertanejo. Ou você tem outra sugestão?

Não falaram nada a princípio. Nem mesmo perguntaram seus respectivos nomes. Se prenderam a ouvir a respiração ofegante do outro, que ditava os passos da dança — mais até do que a própria música. Ou estou sendo exagerado na imaginação?

Terminou a canção.

Ficaram ali, abraçados. Uma nova música começava junto com outra dança e com o primeiro beijo. Que ósculo, meus amigos! Lembraram então de saber o nome da companhia. Mal se identificaram e ele já pegava em sua mão para retira-la da festa. Ela hesitou, mas não resistiu. O desejo era recíproco.

No táxi, nenhuma palavra além de “aceita mais um gole da ‘vodka’?” e o “sim” como resposta.

Chegaram em casa. O lar dela. Acho que ela teve medo de ir ao dele. Será? Mal entraram. Terminaram o conteúdo da garrafa com uma virada de copo. Ainda faziam careta quando se agarraram já com as mãos a despir o outro.

Que calor!

Foi demorado. Cansativo até. Os corpos deviam escorregar ao final, afinal existia muito suor misturado àquele líquido branco derramado na pele dela.

“Cachorro!”, gritou ela, batendo na cara do agora animal. Desabaram na cama. Dormiram de conchinha (que romântico!) e acordaram com a chegada das amigas que ela esqueceu na festa. Trocaram os telefones. Ele rapidamente se vestiu, beijou o rosto dela e passou vergonhoso pelas meninas que lhe observavam.

Meus amigos, o resto da confissão dela não consegui ouvir. Acho que ela e a amiga perceberam que tinha um curioso ouvindo na mesa ao lado e começaram a cochichar. Eu queria saber se ela voltou a encontrar o cara. Se sim, sucesso ao casal!


Num barzinho, meus amigos, é sempre bom falar baixinho.