Porque “não se preocupe com dinheiro, apenas viaje” é o pior conselho de todos os tempos
Cristiani Dias
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Para realizar sonhos é preciso pagar o preço, e não estou falando só de dinheiro. Isso envolve tempo, energia e muitas coisas mais. O pior jeito de levar a vida, é viver cercado de segurança. Sonhos pedem riscos, apostas e inseguranças. Do que adianta uma vida toda “certinha”, sabendo o que vai acontecer dia após dia? Não sei. Isso não serve para mim. Já sonhei em conhecer a Finlândia, e dois meses antes da viagem estava trabalhando 16 horas por dia. Na volta, como o texto sugere não tinha dinheiro nem para comprar um souvenir. Isso realmente não fez a realidade doer menos, pois simplesmente não havia dor, nem uma realidade tão terrível assim. Eu tinha realizado meu sonho. Não é disso que é feito a vida? Eu estava do outro lado do mundo, sem dinheiro, mas com meu sonho realizado. Deus perdoe aqueles que perdem suas vidas lutando por um pedaço de papel pra guardar dentro do armário. Sei que a vida muitas vezes é dura e que os problemas surgem. Mas esse papo de que viajar e transformar sonhos em realidade é coisa de gente de privilégios me traz uma fraqueza existencial tremenda. Acho que a vida é feita de sonhos, e ela vale a pena quando você chegar ao fim disso com eles realizados, mesmo que para isso não reste um centavo no bolso. Afinal, você não vai levar dinheiro algum daqui mesmo. Privilegiados ou não, a vida vale quando você luta por ela. Ao invés de ficar criando desculpas para não trabalhar duro e realizar seus sonhos. Passe fome, mas se realize. Ou então, contente-se em olhar os que tiveram a força que você não teve.

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