O que estou fazendo?

Eis uma pergunta que está na minha cabeça me atormentando por vários dias seguidos. As noites, principalmente as ultimas semanas, tem sido noites taciturnas. A quem devo culpar? Minha mente não é a minha casa? Então qual o motivo de tanto devaneio? Cá estou para explicar-me, pois creio que seja necessário.

Google Imagens: (https://liberdadebr.files.wordpress.com/2015/03/dream-world-painting-jacek-yerka-10.jpg)

Devo dizer que o meu futuro está chegando, e o mesmo chega a cada instante, sem cessar. A cada segundo ele se aproxima mais. E quando ele finalmente chegar, não seria ele apenas, em vez de futuro, agora, passado? Então, tudo o que eu almejo para o meu futuro um dia não se tornará passado? Posso colocar o futuro como uma meta a ser alcançada. A projeção dessa meta agora é passado, pois alcancei o futuro. Viver assim não seria ignorar o presente? Sabe, é confuso…

De qualquer forma eis a minha meta: Repeti um ano na escola, por isso, por mais que eu complete 18 anos de vida hoje, ainda continuarei a estudar. Logo, minha ideia é continuar a estudar, me formar e ir para uma faculdade federal. UFMG, talvez. Estudar filosofia, sim, seria uma boa. Enquanto isso, que tal trabalhar para juntar uma graninha? A vida de estudante não é nada fácil. Mas será que irei me dar bem neste ramo? Esta escolha de futuro não é, de alguma forma, a escolha errada?

Ora, a vida é um processo de escolhas. Desde que o Ser desperta nos deparamos com escolhas infinitas. Escolhendo uma, acabamos por escolher não escolher a outra, por vários e vários motivos. Enfim… Poderia passar o dia explicando isso para várias e várias pessoas. Escolher é ignorar uma outra escolha. Logo, a vida sendo uma soma de escolhas que sempre dá no mesmo final: a morte; seria, então, um lance que não se pode brincar. Talvez isso tudo, seja apenas a minha responsabilidade como adulto florindo. Talvez…

O Nome do Vento - Patrick Rothfuss

Entretanto, ainda estou na tal chamada juventude — apesar que me sinto velho, apenas na mente — e por tal motivo ainda vivo de um jeito um tanto como despreocupado. Leio livros que irão me acrescentar algo intelectualmente e, claro, fantasias para florir a minha criatividade. Que, aliás, estou lendo O Nome do Vento obra que recomendo sem pestanejar. Ainda vejo séries e filmes — ainda sou um nerd. E, claro, ainda me divirto com os meus amigos e, não obstante, elaEla que, de um jeito estranho, sinto, desde que a conheci, que está destinada a conviver comigo pelo resto de ambas as vidas.

Como já dito, ainda não caiu em cima de mim, todo o peso das escolhas. Mas, este sentimento de angustia ainda vai florir em mim. Como sempre faz. E posso descreve-la como uma pedra enorme caindo sobre qualquer pessoa que experimentou senti-la. Agora, cabe a mim, escolher: me desvio da pedra ou deixo-a cair em cima de mim.

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