a borboleta da efemeridade

O bendito (maldito?) efeito borboleta e o desenvolver das coisas. O aterrorizante pensamento de que um ato, menor que seja, molda o seu destino eternamente. E continua moldando. E continua moldando.

E o que qualifica uma coisa como real? Pois ora! Ela ter acontecido! E o que comprova ela ter acontecido? A minha presença e observação naquele exato momento? …Pois, sim! Mas e o impacto que cada pequena coisa tem sobre nós simultaneamente? Se eu não tivesse visto aquilo… Não teria acontecido? E se eu não tivesse saído de casa aquele dia, teria tornado aquilo tudo menos real? De que maneira?

É incômodo pensar no que passou. O que passou? Não sei, como saberei o que passou? Pois ora, a vida é sua! Mas todos os atos são tão relativos… Como eu sei que o passado, em verdade, passou? De todas as dimensões se desenvolvendo, o que torna a minha verdadeira?

Mas a vida não é isso? Uma borboleta que ao tentarmos apreciar a beleza, ela voa. E o que sobra para sabermos que a borboleta esteve ali? O que temos além do agora, afinal?

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