O abismo dos 18.

Atingir a maioridade é como um deserto. O que fazer, por onde começar?

Há muito tempo eu sonhava em completar tão esperada idade de iniciar vida adulta. Era como se fosse a coisa mais importante de toda a minha vida, onde eu iria ter minhas responsabilidades e sentiria que não iria precisar de mais ninguém. Engano meu.

A vida adulta não e tão simples como pensamos. Não é como nos filmes da Disney (por mais que queria muito que fosse). Não é concluir o ensino médio e já ingressar numa faculdade, com todos os planos da sua vida em mente, e já conseguir um estágio na área, começar acertar sua vida. Claro, pode até ser.. Mas nem sempre. Não vamos nos iludir. Temos que ir atrás. Nada é fácil.

Antes de completar meus 18 anos, eu costumava dizer: quando eu for maior de idade, vou arrumar emprego na mesma semana, vou ter carteira de habilitação o mais rápido, e sair da casa dos meus pais no mínimo em 1 ano. Engano meu, novamente. Não é tão fácil quanto parece se estabelecer nessa fase e ter que se responsabilizar sozinho.

Quando eu completei meus 18, não senti NADA de diferente. Sabe aquela coisa clichê de “não vai mudar nada” que nos dizem para nos desanimar quando estamos empolgados para fazermos parte da maioridade? Pois bem. Todos estão certos. Foi um dia normal. Na mesma semana? Normal. O que mudaria ou não seria minhas ações a partir dali.

O que eu quero dizer sobre isso é que, nos sentimos perdidos. O que cursar? Isso já é um nó na cabeça, escolher o que quero passar o resto da minha vida fazendo. O que fazer para isso? Como?

Aí tem vestibular, insônia, dores de cabeça, cansaço, isso tudo faz parte… NADA se é conquistado sem dedicação. Mas, para nós, que éramos acostumados com só ir para a escola e não ter que decidir o futuro, assusta.

Teoricamente a vida muda sim. Dá uma reviravolta. Temos que lidar com tudo, e ainda tem aquela coisa de se apaixonar.. Amigos tomando diferentes rumos, a saudade que fica do tempo da adolescência e, um grande Bem Vindo a Vida Real.

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