#41 Queria ser grande, mas desisti — 23/06/17

Ilustração: Gillian Wilson

Quem tem medo de autoajuda?
Eu costumava ter pra caramba, um preconceito grandão mesmo. Bastava uma capa de livro prometer uma mudança de vida pra eu correr pro outro lado. 
Mas um dia a gente toma vergonha na cara e para de criticar as coisas sem saber.

A virada começou com a observação de como alguns textos classificados nessa categoria realmente estavam ajudando alguns amigos. Marie Kondo que o diga. Muitas pessoas me falaram maravilhas das práticas propostas no livro A Mágica da Arrumação e de como elas transformaram a relação que tinham com o consumo. Resolvi ler uns trechos e hoje me pego olhando pra cada item que tenho em casa e me perguntando se aquilo me traz felicidade.

Mas tapa na cara mesmo foi o livro O Poder do Hábito. Nós já éramos velhos conhecidos das estantes das livrarias, mas eu sempre olhava pra ele com desdém. E assim foi até que meu chefe começou a me contar pequenas histórias fascinantes que ele tinha encontrado ali. Resolvi pegar emprestado do meu cunhado e logo entrei para o time de fãs desse livro.

Ele nada mais é do que uma grande pesquisa sobre hábitos — como eles se formam, como as empresas tiram proveito deles, como eles podem acabar com a sua vida e como transformá-los em algo positivo. Um dos capítulos que mais gostei fala sobre os hábitos sociais e de como eles podem explicar o que faz algumas revoluções terem sucesso e outras empacar. O exemplo que ele usa é a prisão da Rosa Parks, em 1955, que se transformou no estopim para um boicote aos ônibus da cidade e virou combustível para o movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos.

Agora, se tem um ponto que mudou os meus dias foi a informação de que arrumar a cama pode te tornar mais produtivo. É, simples assim. Segundo o livro, esse hábito desperta a sensação de uma pequena vitória e te inspira a querer fazer mais. Dito e feito. Tenho arrumado a cama e riscado todos os itens da minha lista de afazeres ;)

Ainda sobre movimentos sociais, o que foi feito das manifestações de junho de 2013? Essa é a discussão proposta por Pablo Ortellado, em sua coluna na Folha de S.Paulo

É quando acontecem tragédias que eu mais questiono a minha profissão. Ser jornalista é sempre explorar questões difíceis, mas em muitos momentos pendemos para o lado errado, o lado da insensibilidade. É o que poderia ter acontecido no caso desse grande incêndio em Portugal, que já contabiliza mais de sessenta mortos. Poderia, mas não aconteceu. Em vez disso, tenho lido textos delicados e melancolicamente lindos como esse aqui.

Você está assistindo O Conto da Aia? Ando vendo muitos comentários elogiosos sobre a série, tanto que resolvi ler o livro antes de me jogar na produção — até porque é o título escolhido pelo clube de leitura da Emma Watson. Ainda estou nas primeiras páginas, mas já percebi que vou gostar bastante. Adoro uma distopia ;)

Eu sempre digo que Harry Potter pode mudar o mundo. Não é todo mundo que concorda comigo, mas pelo menos um professor americano acredita que a saga pode ser usada para ensinar ciência política

E acabei achando pessoas que, assim como eu, não amaram o filme da Mulher Maravilha. O texto mais bacana que encontrei é esse aqui: Por que não me senti empoderada por Mulher Maravilha

Já ouviu o disco novo da Lorde? Estou apaixonada por Melodrama ❤ Tem lá no Spotify

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