#45 Queria ser grande, mas desisti — 28/07/2017

Ilustração: Sarah Maxey

Últimos dias de julho. Fim de férias? Também, mas o que mais vai agitar a nossa vida é o término do recesso parlamentar. A Câmara vai ou não vai abrir o processo pra investigar Temer? O presidente vai ser denunciado mais uma vez?

Pois é, agosto mês do desgosto promete bastante notícia. É claro que esse volume imenso de acontecimentos não chega a ser uma novidade. Estamos vivendo dessa maneira faz o quê? Dois ou três anos?

Você tem conseguido acompanhar tudo?

Pergunto isso porque em muitas conversas com amigos tenho ouvido como é difícil seguir o ritmo da nossa política. O primeiro, e principal, entrave é que não fomos incentivados a ler tais notícias. As discussões parecem chatas, com palavras complicadas e fora da nossa realidade.

Só que daí um imenso nó foi feito em nosso país, todo mundo fala apenas disso e a gente não sabe pra onde correr para se informar. Devo acreditar nos posts do Facebook? No que meu tio fala no almoço de família? Nos jornais, revistas e programas de rádio?

Eis aqui algumas maneiras que eu uso pra me informar. Lembrando que agora já estou de licença-maternidade (#vemjoaquim) e, por isso, não vou considerar aqui os meios que eu, como jornalista que também cobre política, tenho de obter dados e aos quais você não tem acesso.

Vamos lá:

- Newsletter O Meio — recebo todo dia de manhã na minha caixa de e-mail. É um resumo esperto do que rolou no dia anterior e também do que promete acontecer nas próximas horas. Sempre com muitos links, das mais variadas fontes, para quem quer se aprofundar.

- Alertas de sites de notícia — sabe quando você recebe uma mensagem e ela pula na tela do seu celular? Dá pra fazer o mesmo com o que acontece pelo mundo. Eu, obviamente, comecei a usar essa ferramenta por causa do trabalho, mas confesso que adoro ficar por dentro do que de mais importante estiver acontecendo. Eu recebo os alertas do G1 e da Folha — fiz o cadastro por meio dos aplicativos de celular.

- Ouvir rádio — Pegou trânsito ou está no ônibus? Coloca em alguma rádio. Não exige o menor esforço. Até parece que a gente vai absorvendo as coisas por osmose. A minha estação preferida é a CBN, mas tenho muitos amigos fãs da Rádio Bandeirantes. Ouvir rádio se transforma num hábito tão forte que você pensa que está ouvindo amigos seus ❤

- E a última dica não é um canal específico, mas uma atitude pra você colocar na sua rotina. Tente ler/assistir/ouvir sempre a fonte primária da informação. O que isso quer dizer? Quando sai uma delação premiada, por exemplo, muitos sites disponibilizam o documento na íntegra. Tente ler e aí sim encarar as análises dos jornalistas. Faz muita diferença ;)

Bom, cá estou com 39 semanas e 3 dias de gestação. Já faz tempo que perdi a aposta do bolão que fizemos para o nascimento do Joaquim. Enquanto esse leonino não vem, eu sigo curtindo os últimos dias antes de ser completamente responsável pela vida de outra pessoa. E o que tenho feito? Visto muita coisa no Netflix e lido livros que estavam fazendo aniversário na minha lista.

As séries que peguei pra fazer longas maratonas foram Glow e Last Chance U. A primeira está bem famosinha por aí. Mostra um grupo de mulheres montando um programa de luta livre nos anos 80. Adorei! As músicas, as roupas, os temas ❤.

Last Chance U explodiu no ano passado. É uma série documental sobre futebol americano. É viciante para aqueles que amavam Friday Night Lights, como eu. O foco aqui é uma universidade que aceita jogadores que tiveram problemas disciplinares ou até cometeram crimes. Muitas histórias tristes, mas muita superação. A segunda temporada estreiou na semana passada.

Sobre os livros, comecei a ler dois: Livre, da Cheryl Strayed, e Anna Kariênina, do Tolstói. Pra quem não lembra ou não assistiu, Livre virou um filme bem bacana com a Reese Witherspoon e, assim como o livro, conta a história verdadeira da autora que resolveu se jogar numa das trilhas mais desafiadoras dos EUA por três meses, sozinha e sem preparo físico.

E Anna Kariênina vou seguir com a ajuda do projeto de leitura desse booktuber pra lá de interessante.

Falando em booktubers, o Estadão fez uma ótima matéria sobre o assunto. Meu canal preferido é esse aqui.

15 espaços culturais em São Paulo que você precisa conhecer

Mulheres que não escrevem — texto sobre tudo que nos impede de colocar nossas impressões pra fora

Eu leio blogs de amigas, acompanho escritoras que gosto nas redes sociais, leio um monte de livros e reportagens e tudo que tiro disso é: nunca vou conseguir fazer algo tão bom. É aquilo que a Amanda Palmer me apresentou como síndrome de impostor: uma hora vão descobrir que sou uma fraude e todos vão notar. E, quando você se sente assim, é bem difícil querer mostrar algo que escreveu.

Maternidade com filtro — o boom de celebridades grávidas nas redes sociais

19 mulheres contam como foi sair de um relacionamento abusivo :(

Está gostando das dicas? Manda a newsletter para os amigos, então ;)
É só se inscrever aqui: tinyletter.com/babibomangelo
E pra divulgar nas redes, você pode usar este link

Me segue:
@babibomangelo

Welcome to a place where words matter. On Medium, smart voices and original ideas take center stage - with no ads in sight. Watch
Follow all the topics you care about, and we’ll deliver the best stories for you to your homepage and inbox. Explore
Get unlimited access to the best stories on Medium — and support writers while you’re at it. Just $5/month. Upgrade