Para o(s) meu(s) amor(es) eterno(s)

Belo Horizonte, 12 de fevereiro

Vocês passaram na minha vida, assim como os minutos correm num dia de trabalho. Ou demoram. Pararam no tempo. Sim. Estacionaram/estacionou num momento. Fincaram/fincou raízes.

Volta e meia te encaro rua, mando um largo sorriso enquanto controlo as batidas do meu coração. Alguns já se casaram, tiveram filhos e constituíram família, mas mesmo assim, continuam aqui. Dentro.

Outros, parecem que são os mesmos de anos atrás. Voltamos sempre a conversar, como se ainda fôssemos aquele jovem casal (maluco) de namorados. Apelidos permaneceram, manias, carícias. Tudo assim, como se eu tivesse uma máquina do tempo dentro de mim.

Mas, o que importa mesmo é que eles permaneceram como se fizessem parte do meu corpo. Alguns, são meus olhos. Outros, minha boca. Outros, ainda, um pedaço de minh'alma.

Ao contrário do que muitos falam por ai, meus amores não me passaram a perna, não fincaram faca no meu coração, não me usaram, eles viveram comigo e eu vivi pra eles. Mergulhei em cada suor, em cada cheiro. Alguns são especiais demais pra esquecer.

Hoje, tô desperta pro amor mais maluco, mais incontrolável que já senti. Talvez seja porque ele ainda é aquela parte irresponsável de mim, aquela que ainda teima em tentar sentir. Aquela que queima os olhos, que arde a boca e sua. Soa. Ressoa aqui dentro de mim.