o maior medo

Esses tempos levei uma notícia pra aula de direito internacional sobre uma pesquisa feita ao redor do mundo pra descobrir qual o maior medo das pessoas, globalmente falando. Em resumo, de acordo com a pesquisa, a maioria das pessoas ao redor do mundo temia as mudanças climáticas. Na sequência, vinha o Estado Islâmico. E depois outras coisas, tipo a instabilidade econômica and others. Depois de terapresentado a notícia, o professor perguntou qual era o meu maior medo, e eu respondi que era o Estado Islâmico, e justifiquei com argumentos óbvios — principalmente agora, pós atentado de Paris. E realmente esse era o meu maior medo naquele momento. Mas não é mais. Mesmo no auge da ameaça terrorista do E.I, hoje em dia minha resposta com certeza seria outra. Meu maior medo, minha maior preocupação, em nível global, é sem dúvidas com o meio ambiente. Não tem Estado Islâmico que sobreviva a um mundo sem água potável, sem árvores, sem ar respirável, sem sol. A gente sobrevive aos terroristas. Talvez não todos nós, talvez não sem medo. Mas a gente sobrevive, dá a volta, dá um jeito. Essa tragédia ambiental que aconteceu no Brasil, ao menos pra mim, uma formiguinha nesse planeta, serviu pra escrachar o óbvio, aquilo que a gente aprende no primário: o homem só não sobrevive sem a natureza.

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