O que Joy Mangano, Walt Disney, eu e você temos em comum

Sem persistência, sem vitória. É basicamente a essência dos dois últimos filmes biográficos que assisti, um nada a ver com o outro, mas tudo a ver um com o outro. O primeiro deles, “Walt Before Mickey”, conta como foi a história de Walt Disney até que ele começasse a se tornar o Walt Disney que a gente conhece. E se a gente não soubesse que Walt Disney é o Walt Disney, é muito provável que abandonasse o filme na metade achando que aquele cara não ia dar em nada nunca, considerando que grande parte da vida dele foi tomando porrada de uma forma sem precedentes.

O segundo filme foi “Joy”, também biográfico e que, coincidentemente, conta a história da mulher que criou o rodo de passar pano que minha mãe por acaso comprou ontem. Joy Mangano, outra que teve uma vida de merde até conseguir botar para fora o dom que tinha dentro de si.

Duas personalidades completamente diferentes, com habilidades e sonhos em áreas diferentes e que levaram muito soco de esquerda da vida até chegar a algum lugar.

Dois filmes que pisoteiam o romantismo de achar que um dia alguma coisa cai do céu, ou que alguma porta se abre sem querer apenas por merecimento cósmico.
Dois filmes que mostram que não basta ser uma pessoa foda, não basta nem mesmo ser o Walt Disney se a gente não tiver coragem de pôr a cara no sol, defender com unhas e dentes aquilo que a gente acredita ser o nosso potencial e se não aguentar muita porrada do mundo. Porque “o mundo não dá oportunidades, o mundo destroi seus sonhos”, como Joy diz ao hipotecar a casa pela segunda vez, depois de mais uma tentativa fracassada de ganhar dinheiro com o que amava fazer.

Sem persistência, sem vitória.

Todos os falsos atalhos atrasam quem sempre soube o que tinha de fazer e não fez. A boa e a má notícia são que depende exclusivamente de cada um começar a fazer.

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