O mundo se debatendo entre causos políticos e interperes econômicas, e eu pensando sobre os mil manuais das relações felizes que estão disponíveis por aí, e o quão eles me soam mentirosos e superficiais. A necessidade de nomear tudo, de etiquetar, de especificar, de controlar é tão boçal nessa vida de agora que perdemos o divino de nos experimentamos quanto seres que sentem e pensam, para programar o que nos sob a pele devido ao um acordo pré firmado, o que dita? Uma palavra! A limitação dos significados, o status produzido… quem dera se as palavras dessem conta de tudo que range por dentro, dos anseios do corpo, das descobertas da mente, do que passa do limite do eu , das mil formas de sentir o mundo, o mundo do outro, o outro. Como nomear? Como classificar? Para que? Antes de darmos nome para qualquer coisa, aquilo já é sem a necessidade de tentativas superficiais (porque sempre são) de explicações. Tudo é por si, nada precisa constar no dicionário para existir, isso só é uma tentativa frustrada para termos alguma sensação de controle — que é o que de fato queremos quando nomeamos tudo — um esforço inútil num lugar onde se navega de olhos vendados, onde não se tem o menor controle. Por que não apenas observarmos o que estamos sentindo, ver acontecer, olhar como quem admira um bom espetáculo.Os acontecimentos da vida são tão imensos para limitarmos a datas, para amarra-los de antemão a papéis pré dispostos para seguir uma ideia do que é ser ideal. Nada é certo, nada é errado, as coisas apenas são! Que besteira nos debatermos em nós mesmo. Eu mesma não queria ser o que grita dentro do ser humano, não existe prisão mais tirana.

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