Το γράμμα
Você se foi. Se foi e não me disse adeus. Teu barco se afasta mais e mais de mim, agora que não estás mais aqui, me sinto vazia. Vazia e cheia. Vazia de ti e cheia de amor… Por que você não me escreve? Por que você não me diz nada? Não imploro por tua volta, imploro por saber de ti, se está tudo bem, se tuas noites de sono são tranquilas, se tu ainda pensas em mim. Eu só quero noticias. Uma carta. Algo que me fale de ti, que acalme o meu coração cansado. Desde tua partida ele não tem sossego… Bate única e exclusivamente na esperança de um dia voltar a bater no compasso do teu ou de algum dia parar de bater por ti. Por mais que eu tente te esquecer, a tua imagem ficou gravada na minha mente, como uma fotografia eterna e debochada daquilo que talvez eu nunca mais terei, se é que alguma vez eu te tive comigo. O teu silêncio, esse desgraçado silêncio, na melhor das hipóteses vai acabar me enlouquecendo. Lembra daquele noite em que tu me disse que eu era teu porto e que tu sempre ia voltar pra mim, independente do tempo? Lembra? Eu te peço, cumpre tua palavra, me faz novamente teu porto, escreve (e se der, volta) pra mim.
“Περπατάς μέσα στ’ αγιάζι
η καρδιά για σένα βράζει
Περπατάς μέσα στις στάλες
των ματιών μου τις ψιχάλες”