Sobre Selos e Gravadoras

Finalmente você vai saber de maneira fácil a diferença entre Selos e Gravadoras, principalmente como elas funcionam.

Já não preciso citar que a internet dominou esse mercado, mas é interessante explicar o porquê que essas 3 companhias acima permaneceram e ainda vendem discos.

Por Exemplo:

A Universal Music Group que é considerada a maior gravadora do mercado fonográfico por possuir o maior catálogo musical do mundo, tem como dona a Panasonic Corporation junto com mais outras duas empresa, ou seja, a mesma base corporativa cria os dispositivos (Televisores, Mini System) e cria o conteúdo que são os artistas da Universal Music Group.

https://www.slideshare.net/Medialeyton/jason-elma-music-industry

Outro Exemplo é a Sony que leva sua marca em dispositivos (Televisores, Celulares) e em conteúdo que é a Sony Music.


Selos:

São empresas que tem como objetivo vender, divulgar e circular o material fonográfico produzido pelo artista

As gravadoras grandes possuíam uma lista vasta de artistas de diversos gêneros musicais os selos, por sua vez, foram criados para trabalhar com nichos específicos de artistas como por exemplo, o Selo Chantecler, que tem como subsidiária a Warner e tomou conta do sertanejo nos anos 80 e 90.

Outros Selos importantíssimos no rock nacional dos anos 90 foi o Banguela Records (Warner) e o Selo Chaos(Sony Music), que lançaram bandas como Raimundos, Planet Hemp e Nação Zumbi.

Em uma época em que se tinha uma multinacional fornecendo todo o suporte de Estúdio com os melhores equipamentos e instrumentos, os selos trabalhavam à todo gás, e hoje sem esse apoio, eles precisam trabalhar com mais gás ainda (e fazem). Selo virou sinônimo de independente porque se tornou um negócio totalmente adaptável à internet e aos novos meios de comunicação.

Hoje em dia o foco esta totalmente em divulgação e estudos sobre formas de circular o trabalho do artista, e estão fazendo um trabalho incrível

Balaclava Records

PWR Records

HBB Records

selo focado nas minas

De tempos pra cá o mercado fonográfico foi sendo enxugado por essas 3 grandes gravadoras e com a mudança no costume das pessoas de consumir música, as pequenas gravadoras não tiveram opção e acabaram vendendo seus direitos e catálogos. Lembro de quando eu era criança e viciado por música, deixava de ganhar brinquedos para ganhar CDs, deixava de brincar na rua para ficar em casa escutando aqueles CD's mp3 com 500 músicas, esvaziava a mochila de livros e trocava por discos para escutar no discman no intervalo da escola.

minha querida crosley

Tudo isso mudou… e mudou muito, hoje temos um catálogo infinito de músicas acessíveis à qualquer momento através da internet. Pelo lado do consumidor toda essa mudança foi incrível, mas pelo lado dos Músicos nem tanto… A caída do mercado fotográfico fez com que as bandas, músicos e musicistas reprogramassem todo o seu trabalho porque simplesmente o produto que eles oferecem se tornou "gratuito".

Os artistas consagrados ainda conseguem obter uma renda com venda de shows e Merchandising; mas, os artistas que estão começando agora que mesmo com uma gravadora ainda precisam investir tempo em outras profissões? Estamos em tempos de mudança sobre o cenário musical principalmente no meio do rock e os artistas precisam pensar com calma sobre seus trabalhos…. em como lançar um disco, em como programar shows e em como obter um renda.

O modelo de trabalho que o mercado fonográfico fornecia não funciona mais, e quem paga por isso são os novos artistas que precisam inovar e correr atrás para manter seu trabalho. Nós podemos ajudar com isso!! Indo aos shows, consumindo o merchandise e apoiando nos financiamentos coletivos.

Devemos agir muito mais do que com Likes e compartilhamentos.

Realmente ajude os artistas que você gosta.

Colabore com a cena musical de sua região.


Saiba MAIS (MUITO MAIS)

Recomendo o livro Magnéticos 90 de Gabriel Thomas (Autoramas), conta sobre como foi criado o Selo Banguela Records e foca nas bandas independentes e na circulação das famosas fitas demo.

Por Silvio Freitas

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