O que eu aprendi ao não dar unfollow
Danilo Santana Silva
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ótima reflexão. até mesmo pelo fato das redes sociais e seus algoritmos possuírem a tendência de reforçar nossos pontos de vistas, reduzindo nossas bolhas e mostrando (falaciosamente) como nossos pontos de vista são os únicos corretos.

exemplo fácil: a derrota do Haddad no primeiro turno. creio que a grande maioria dos seus eleitores ficou surpresa com a eleição de Dória sem necessidade do segundo round, já que “tudo aprontava para uma virada e pela minha timeline ele já tava eleito”.

quando essa onda de afastar as visões opostas começou, eu dei diversos unfollows para evitar (ou reduzir) o volume de chorume reacionário na minha timeline. deixei poucos, dois ou três, com os quais o diálogo é possível.

mantive pessoas que, mesmo tendo pensamentos diversos aos meus, conseguem refletir e conversar sem reproduzir discursos automáticos, reativos e preconceituosos (visto que eu tb me encaixo neste estereótipo que vc cita). pois acho que o lado válido de ter estas diversidades presentes é a possibilidade de diálogo, até mesmo discussão, desde que coerente e produtiva, não apenas ataques e preconceitos, como muitas vezes recebo de desconhecidos em meus posts.

mas se for pra vir reproduzir discursos rasos da mídia golpista sem refletir e ter uma mínima noção do quão ridículo aquilo soa, se for só pra exalar aquela essência de gambá chic impregnado de odio, é unfollow, unfriend & vade retro, satanás!

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