Ivone Silva, uma militante pela garantia de direitos

Ivone Silva

Formada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), Ivone logo cedo descobriu sua veia militante em defesa da garantia de direitos da população e da transformação da sociedade. Envolvida com os movimentos sociais e estudantis, não demorou muito para se apaixonar pela luta sindical.

“Em 2005, assumi a Secretaria de Finanças, que é uma pasta muito importante. Em 2012, fui secretária Geral da Contraf e cuidava de toda a parte política nacionalmente. Em 2014, assumi a Secretaria Geral do Sindicato e, há dois anos, participo da mesa de negociações das nossas campanhas salariais”, afirma.

Ivone sabe da importância das lutas conquistadas pela categoria ao longo destes 94 anos de existência da entidade que a representa. “O movimento bancário conseguiu algo que você dificilmente vê em outras categorias, que é a convenção nacional. Hoje, o bancário do Amapá ganha o mesmo que o bancário de São Paulo ou do Rio de Janeiro e tem as mesmas conquistas”, afirma ela, lembrando que nada foi dado de mão beijada.

“Foram muitas greves para conseguir isso. É um grande e importante avanço para os trabalhadores bancários. A unidade nacional faz com que tenhamos força para conquistar ainda mais.”

Com consciência da importância de tudo o que já foi conquistado, Ivone não perde a perspectiva do que a categoria ainda precisa avançar, principalmente no que se refere às mulheres. “O que ocorre é que as mulheres não ascendem até os altos cargos. Então, a nossa luta é constante. Temos uma mesa de igualdade de oportunidades em que nós discutimos isso.”

Como negra, Ivone Silva também ressalta os espaços que ainda precisam se abrir para os afrodescendentes. “Com as cotas e financiamentos públicos como Fies e ProUni, foi possível duplicar a presença de negros nas universidades no Brasil, e isso refletiu na presença de trabalhadores negros dentro dos bancos”, diz Ivone.

“Mas ainda não conseguimos que o número de negros no ramo financeiro seja equivalente ao número da população. E isso é uma luta diária”, diz a candidata, que se compromete a seguir na luta pelo fim do assédio moral e das metas abusivas, o respeito à jornada de trabalho e mais segurança para os bancários, além de continuar apostando na comunicação direta com a base.

Ivone quer ainda ampliar convênios e serviços para os bancários, implementar plano de cargos e salários em todos os bancos, manutenção do plano de saúde durante a aposentadoria paga pelos bancos, ampliar os curso livres para contribuir para formação dos bancários, entre outras conquistas.

Na atual conjuntura política do país, Ivone afirma que lutará por pautas que interessam a toda a sociedade brasileira. “Nossa luta é para que o Brasil volte a crescer com distribuição de renda e defesa dos direitos. Vamos lutar pelos nossos empregos e contra a Reforma da Previdência, o fim de vários direitos trabalhistas e a terceirização. Vamos defender os bancos públicos. Fazer a defesa do papel social dos bancos públicos para a sociedade”, afirma Ivone.