Por que mulher é “cozinheira” e homem é “chef”?
Bárbara Araújo
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e o "louco" é que em uma das mais tradicionais e conhecidas faculdade de gastronomia de São Paulo, o cenário que se vê nas turmas de primeiro e segundo semestre é o oposto da cozinha profissional. são o dobro de alunas mulheres do que alunos homens, um cenário lotado de jovens perdidos que saíram do colégio direto para a vida acadêmica e muitas vezes nem sabem como foram parar no curso senão por vontade da própria família e não deles próprios, onde quase todos são brancos, de classe média ou alta. como se para ser um grande chef fosse imprescindível ser homem e já nascer com dinheiro tendo conhecido o máximo de lugares e ingredientes possíveis do mundo que sua idade permite. estes alunos esquecem que faculdade é um período para agregar conhecimento e que ninguém sai da faculdade de gastronomia chef, e sim auxiliar de cozinheiro ganhando um belo salário de 800 reais que mal dá pra comprar ingredientes bons para reproduzir as maiores receitas da alta gastronomia em casa.

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