Estado de bem-estar social

caridade obrigatória não é caridade

Qualquer proposta de convivência social que entre em conflito com ela mesma deve ser entendida como uma proposta falha.

O imposto serve para ajudar?

Se assim fosse, no ato de “contribuir” com o imposto, o indivíduo que “contribuiu” teria de, necessariamente e sempre, obter o benefício da ajuda de forma mutua. O filantropismo pode trazer benefício ao doador, mas a caridade forçada não. Não existe caridade forçada.

Essa contradição passa despercebida e sequer é questionada. Uma verdade precisa ser verdade o tempo todo e se aplicar em todos os casos, jamais existirá uma círculo quadrado.

Estado de bem-estar social, é um tipo de organização que coloca o estado como agente da promoção social do coletivo. Nesta orientação, o estado é o agente regulamentador da felicidade, satisfação e o prazer social do indivíduo.

A definição resumida a cima é conflituosa. Primeiro que ignora o indivíduo, parte do princípio coletivista desconsiderando que o coletivo é a soma dos indivíduos. Ora, se a captura de renda para posterior redistribuição da riqueza se inicia de forma involuntária e coercitiva no indivíduo, todo o mais que vier a partir disso é inválido — premissas erradas fatalmente levarão a conclusões erradas — Uma verdade precisa ser verdade o tempo todo e se aplicar em todos os casos, assim, se o imposto serve para ajudar o coletivo, como pode tal ajuda se iniciar num ato de coerção no indivíduo que faz parte do coletivo?

É o próprio estado de bem-estar social que causa dor, pesar, tristeza, inquietação, ansiedade e sofrimento.

É a soma de indivíduos que resulta no coletivo