Profundos Impactos

Difícil, se não impossível, dizer quando tudo isso se iniciou. Foi em uma manhã de outono ou no frio cortante do inverno? 
Em um dia onde os pássaros cantavam alegres ou em uma noite onde o som era triste, melancólico, lá fora e aqui dentro?

Há vezes em que isso parece nunca ter começado, simplesmente sempre existiu.

Mas, mais difícil do que decidir um começo é decidir um fim…
Há fins que são terríveis de se encarar, como ser forçado a se atirar do penhasco e torcer para que haja milhões de colchões super macios a sua espera ou que o seu super-herói favorito apareça e dê um jeito em todo o caos.

No FIM enxergamos com clareza os profundos impactos que sofremos em uma finita existência…

À minha porta o fim veio bater e eu ainda ando resistente a deixá-lo entrar…Claro, eu sei (SIM EU SEI!), que quanto mais procrastinada for a abertura da porta, mais doloroso será o encarar dos impactos do início em mim(em nós).

Aqui, no ponto em que estamos, pensar no que teria acontecido se o NÃO tivesse existido desde o começo, é inevitável.

Eu permiti ou será que nunca seria capaz de parar tudo isso? Eu não acredito em destino, mas nesse caso é uma explicação que vem bem a calhar…

Neste mar que sou, será que posso ter controle sobre o efeito que você causa em mim? Apesar de uma onda sempre se arrastar para longe e longe e longe até chegar ao seu fim, se a fonte de sua criação não se cessar, ela também não cessará, mesmo que por alguns períodos o mar se aquiete…

Os impactos sofridos pela onda que passou nunca serão apagados, e as consequências estarão a espera. Basta saber se pela permissão do efeito, ou o interromper dele…

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