Projeto Kamikaze: inovação ou tradição?
Em 3 de agosto de 2018, tivemos nossa primeira aula de Design Experimental com os professores Rafael Camargo e Artur Mittelbach. Nos foi pedido a definição do significado de “experimental”, conforme nossa concepção, e, posteriormente, designado nomes as equipes — nosso grupo de criação foi nomeado Filme.

A proposta da aula foi criar um avião do jeito que desejássemos, podendo optar pelo uso de uma folha A4 ou A3 para confecção. O objetivo: o suposto avião deveria voar mais longe para ser o vencedor. A única regra dada foi a permissão de apenas dois arremessos por equipe.
Na fase de planejamento, partimos de pesquisas pela internet (vídeos, tutoriais e dicas) de como construir um avião de papel corretamente, além de estudarmos quais as formas com melhor aerodinâmica.

Estudamos alternativas diferentes, a fim de chegar em um resultado satisfatório. Desse modo, montamos três modelos diferentes de avião para testar e averiguar qual se adequava melhor as condições: um planador e dois aviões de ponta fina, sendo um mais leve e o outro pesado devido ao tipo de papel.

Utilizamos folha de caderno para testarmos o jeito certo de jogar e de se construir, evitando o amassamento do avião ‘oficial’.
Houve a necessidade de quitar algumas questões, as quais serviram de critérios para a seleção do avião para a prova. São elas:
1 — O avião deve planar ou ‘cortar’ o ar?
2 — Venta muito lá fora?
3 — O avião deve ser mais leve ou pesado?

Ao averiguar a situação, vimos que precisávamos de um avião que possuísse pouca área de contato com o ar - do contrário, faria perder velocidade - e fosse mais pesado, visto que isto o levaria mais longe.
Por fim, alcançamos um resultado muito bom! Logo na primeira tentativa de arremesso ele alcançou 16 metros de distância e, na segunda, chegou à 18 metros de distância.
Fazendo o uso do princípio do “experimental” e inovador, os aviões que chegaram mais longe foram o bola de papel e o avião com ponte aérea de arremesso. Existiam vários modos de se fazer o avião ir mais longe do que somente arremessando e construindo do jeito convencional. Como não foi estabelecida a definição do que era um avião de papel, acabamos por nos apegar ao tradicional, sem criar outras possibilidades absurdas.
Concluímos por meio desta experiência que nem sempre o jeito mais seguro e tradicional de se resolver é o mais eficaz, apesar de funcional. As ideias inovadoras foram as que melhor cumpriram o objetivo, deixando-nos enxergar que há outros caminhos a serem seguidos.
Equipe:
Bárbara Rodrigues Corrêa
Vanessa Yamao