Do Sonho da Formação À Emoção Fraternal

Por João Corumba

Caro B,
(Zola, zoleta….)
Lembro-me de sua emoção quando te liguei e gritei : “ Passei em Psicologia B!!” . Do outro lado da ligação escutei uma voz muda e um choro de um amigo, irmão, que não sabia o que dizer, mas, somente chorar de alegria. No final, perto dos caminhos que encerram uma ligação telefônica , você conseguiu dizer: “ Você vai conseguir realizar seu sonho. Estou muito feliz.” 
Confesso que não somos tão habituados a tanta sinceridade emocional, e aquilo para mim foi bastante significativo. Havia muita verdade. Lembro-me de ter experimentado a sua ausência do ponto de vista físico naquela noite da minha comemoração inicial. Mas sua expressão emocional mostrou-me a direção fraterna mais comovente. 
Enfim, me formei, e estou levando a vida como posso, no esforço maior que o dia a dia nos exige. 
Lembro também do dia em que passou no vestibular e que estávamos na varanda tocando violão. E, finalmente saiu o resultado. Eu fiz festa, mas você silenciou. Fiquei me perguntando o porquê, mas sei muito bem que quando você cala é preciso amadurecer a ideia de compreender, aceitar. 
O tempo foi passando e você, a cada dia, se mostrando mais e mais competente na sua área. Veja só, foi crescendo antes mesmo de se formar. Foi se estabelecendo cada vez mais dentro de seus desejos mais profícuos. E como se não bastasse isso tudo, se formou em um momento em que vive uma profunda condição amorosa ao lado da elegante e afetuosa Marcelita. Não posso deixar de comentar que você é o irmão que eu não tive, e, para além, aquele que está acima de qualquer condição afetiva de origem familiar, etc. 
Meu caro B (zoleta) eu desejo muito sucesso em toda sua trajetória. Essas palavras são sinceras com a emoção que não deixa de transbordar aqui, do outro lado dessa bendita tecnologia. Meus votos de felicidade vão além de qualquer obstáculo. Te desejo o sucesso do sucesso! 
Um abraço e até logo cidadão!!