peixinho,

hoje fiquei sabendo que, em algum momento da história, alguém, em algum lugar do universo, disse que amanhã o mundo vai acabar. imediatamente, tu surgiu na minha mente. imaginei nós duas deitadas abraçadas no colchão que continua no chão do meu apartamento (que agora não tá mais tão vazio — ganhei uma geladeira e um fogão).

fiquei pensando em tudo o que dissemos com palavras, com olhares e com distâncias. em tudo o que ainda não foi dito, mas tá pulsando no coração e inquietando a mente diariamente. pensei no que vivemos, no que poderíamos ter vivido e no que ainda podemos viver. penso nos nossos sorrisos, nas nossas conversas, nas brincadeiras que só nós entendemos, nos nossos corpos, nas nossas pernas entrelaçadas, nas nossas respirações fortes, nos cigarros compartilhados naquela mesma cama quando não parecia haver mais nada no mundo além de nós duas.

ainda que seja uma possibilidade muito distante da realidade, eu não poderia arriscar deixar o meu ser se esfarelar na infinitude sem te contar mais uma vez que eu te amo, que a tua existência é linda e ilumina a minha.

sejamos, enquanto ainda podemos. enquanto ainda existimos. enquanto nossos desejos ainda são nossos e permanecem.

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