2 anos e meio.

Bk nos altos falantes, amores vicios e obsessões, tempo passa e a gente não, presos em uma linha indomável como se por mais que houvesse fuga, havia sempre uma captura. Com o cigarro na mão observando de baixo, que a vida no alto era inalcançável, por isso me mantinha mediana sem escasso, pra não perder a sanidade e ganhar cansaço.

Milhares de assuntos, um círculo fechado, a sensualidade frágil de quem só consegue esse poder quando está focado, meu foco em você é só pra me divertir um bocado.

Sem mentira nem desculpas, um erro, uma loucura, um absurdo verdadeiramente singular, impossível encontrar situação tão óbvia e vulgar, mas quando se tratava de nós sempre ficava aquela coisa no ar. Coisa sem rótulo pra não limitar, porque nosso pensamento era fácil de ler e lidar, não tinha escapatória pra se afugentar, era fazer ou se arrepender… e nesse caminho curto nada pode passar.

Um apresso admirável do meu eu mulher, pouco lúcida quanto a safadeza, atitude mil pra mente fértil, sem prática por um prazo de tempo médio, uma transa imaginada sem aviso prévio. De tempos em tempos flashs surgiam, de passos e posições que a gente fizera, repito sozinha sem parar, uma brincadeira sozinha nunca me satisfazera.

Listas de álbuns, blunt acesa, de salto alto e pernas sobre a mesa, olhos de pantera e marcas de tigresa, uma expressão safada me encarava como sobremesa e uma luta contra a urgência isolada de incerteza. Me movendo divagar, calculando cada variação, te observo me analisar sem pressa pra reação.

De pé me aproximando como uma pluma, retiro peça por peça que estou vestida, um suspiro profundo absorve a brisa, uma volta em sua volta te paralisa, uma vontade de tudo me catalisa. Sua mão em minha cintura é bem propicia me puxa e agarra em seu peito, um sopro no pescoço um beijo sobre o peito, me sinto encaixada e gostosa de todos os jeitos. Suas mãos descem e fazem uma redescoberta, como de quem não visita um lugar conhecido algum tempo, te surpreendo ao me contorcer bem lento…arrepios e gemidos baixos, ar bem quente invade teu ouvido, um corpo vulnerável e um calafrio, invade e me diminui mais em todo seu tamanho, uma energia densa e longe de preocupação, uma agilidade faceira com suas mãos. Ainda sentada em cima de você sussurro que quero que conduza, primeiro pode vir e abusa, me transforma em coadjuvante e só me usa.

Carregada e encostada na parede, seu beijo me invade e toma posse da minha boca, mordo seu lábio com cara de louca. Luz acesa e olhos fechados, nua de tudo e sem vergonha…tô a sua mercê, desponha.

Minha confirmação era o que precisava pra poder fazer o que te culminava, usar a criatividade e ainda ser clássico, o homem que faz tudo direitinho e ainda foge do básico. Desce suas mãos do meu pescoço até a virilha, me faz pedir e implorar, me faz sofrer me tira o ar, seu ritmo me faz querer jogar.

Seus dedos brincam com minha cintura, sua língua brinca com meus seios, os piercings giram e fazem cócegas, ficando cada vez mais excitada e sem freio. Sua cabeça desce beijando cada pedaçinho, abro as pernas devagarinho, sua entrada invade e faz festa, sua língua pincela sem modéstia, um gemido surge cada vez mais alto, minha bunda rebola em sua boca, um corpo que cola em ponto fixo, um oral daquele se torna um vício.

Segura forte meus braços, me faz cachorra e me vira de quatro, morde minha bunda e me come no ato, grito sem voz, garganta seca, um dedo no cuzinho e um pau na minha buceta, reviro os olhos e me sinto extasiada, fantasias a parte minha condição era tão depravada que nossa condução só ficou mais safada.

Variando a movimentação, tento manter o ritmo com a respiração, recebo um tapa de aprovação. Perdida em pensamentos vazios, minha única vontade era ser sua cadela no cio. Puxando meu cabelo e massageando minhas costas, cada vez um maior sentido de disposição, nossa foda era como uma salvação, nada jamais teria comparação.

Subo e encosto minhas costas em seu peito, beijo sua boca e me aproveito pra te masturbar do jeito que você gosta, devagarinho no começo, abro a boca e mordo seu queixo, te olho tarada daquele jeito, acelero com as mãos e te sinto cada vez mais quente, seu gemido forte em meu pescoço, corpo trêmulo e nervoso, gozou tão forte que se desfaleceu todo. Sorriu pra mim de um jeito bobo, eu não te daria tempo, e começo de novo. Beijo devagar sua barriga, arranho a palma das suas mãos, lambo a cabecinha do pau que acabara de gozar, sinto o gosto ainda quente, engulo devagar te olhando viajar. Não tem hora que nos controle, não há nada que nos impeça, assim que te finalizar a gente recomeça.

Me deita na cama e me chupa denovo, dessa vez mais apressado e mais nervoso, gira e cospe gostoso, da um tapinha em meu grelo preguiçoso, desperta e deixa ansioso. Meus olhos brilharam com sua visão, minhas mãos conduzem a variação, sinto um orgasmo chegando então…um gemido alto consome o quarto, sua boca se prepara de um jeito calmo, me desfaleco de um jeito fácil.

Te encaro assim tão exposto, tanto tempo e tantos rostos, ainda nada era igual, de todo o período de afastamento mudança era o assunto principal, ver a mulher que eu me tornei em suas mãos, ver de volta o seu agrado e devoção. Os toques certos nos momentos inesperados, os olhos certos nos momentos errados, e o clima antes pesado ficou mais leve e ponderado.

Miles Davis na faixa, nefertite na massa, subo em cima de você te encontro e você me acha. Encaixada no repente melodias rápidas e convicentes, sua mão em minha bunda bate levemente, meu olhar pra você surgia inocente, as unhas cravadas no peito, uma subida e descida em efeito, te olhando assim tão satisfeito, o clima em todo era perfeito.

Dois animais na selva selvagem da loucura, uma cama era pouco espaço pra nossa procura, explorar todos nossas opções era nosso objetivo, abusar de todas as posições não era tão intangível, nessa brincadeira de gozar ninguém era invencível.

Revirando memórias das nossas aventuras, lembro o que eu gosto e peço sem culpa, pra sentar na sua cara e te chupar ao mesmo tempo, um 69 engatado, um boquete engatilhado, uma junção tão ligada que saia faísca, essa oralidade compartilhada era uma conquista, e gozar ao mesmo tempo é uma obra de dois artistas.

Uma bunda empinada esperando sua vinda, essa vista e sua visita são sempre bem vindas, uma entrada lenta no meu cuzinho, uma rodada pra escorregar facinho e um suspiro de alívio, uma dor tão gostosa que era de fácil convívio, um sexo marcante pra ser referência.

Caído sobre meu corpo, presa embaixo do seu peito, com um rosto de riso solto e mente ocupada cheia de desejo. Te encaro e te dou um beijo, espero em você um monte de nada, o tudo que eu queria não era tão superficial quanto eu achava. Entenda ou não a minha mente, talvez meu corpo assim não tão convincente era só o que faltava. E o nosso encontro tão demorado, levou o tempo que precisava.