Ociosidade paranóica

Rosa Carolina
Jul 28, 2017 · 2 min read

Muito obrigada. Agradecimentos caros que custam vários trabalhos em nada, vários discursos mal feitos e ludibriosos que deixam feridas abertas, neuroses indiscretas que duram períodos intermináveis. Acordada na sintética forma imposta, de ombros curvados indisposta, eu me servi ao serviço de análise, observei por longos dias a escrita, a voz e figura, mesmo cega, surda e muda, conclusões foram tiradas. Uma pintura abstrata e nela a bela imagem foi desconfigurada, a ilusão criou a utopia e nela foi desorganizada, foi intensa e mastigada levando ao desgaste. Imprópria foi incomodar o incomodo teu, cutucou a necrose, vermelha e fudeu. Sentimento dúbio, que foi exposto na maior ebriedade, os dedos sujos de nicotina que carregavam a sanidade, estariam ensandecidos abandonando a racionalidade e correndo em direção a imaturidade? Não se sabe. Virados opostos e irreconhecíveis observados de costas, elas mediam a busca e faziam calor, queimavam pecados e libertinagem. Era pesado o fardo de sustentar, uma cama, dois corpos e nenhuma sacanagem, era falso. O toque era apressado, de repente eram várias verdades, eram várias escolhas e oportunidades, perca total de metade, desperdício. Imundos de energia e preenchidos de conhecimento, a luz mais escura despontou naquele momento, adormeceram. A manhã ascendia e nela crescia o íntimo sagrado, a rotina incansável de ser ser humano normal abastado, cansado e mentiroso. Libidinosamente as atitudes eram pensadas, e a vida era descoberta pessimista, receosa, calma, vigiada e vazia. Não havia mais sol na tarde, já tinha ido embora, você e a luz. Seguindo na desvantagem de ser correta eu fui reprovada, zero de animação, zero de fidelidade, zero de concordância, perda na hora do adeus, virou desconhecida. Indignada pela deixa, tentou ser seca, mas escorria desejo e euforia. Maltratada viu a desfolhagem, a decomposição acompanhada, admirada e registrada. Morreu na indecifrada antropologia. E o trabalho em nada lhe transformou pretensiosa, tinha passado, presente e futuro ,mas a adrenalina na execução era perigosa. Descarga elétrica. Infindáveis perguntas, nós na garganta, angústias sem apetite e insonia, como o bom ditado, “cabeça vazia oficina do diabo”.

Perdão, a tentativa nunca foi e nem será em vão. Próximo capítulo.

    Rosa Carolina

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