Demência

Sangrava a noite

Junto a teus seios

Cantava sólida e afoita

A dor em devaneios

Juntava um pouco da tua mão

No inútil sonho meu

Na cama a vasta solidão

Que pela manhã adoeceu

Na imensidão das minhas ideias

Todo sinaleiro é estrela

Toda luz me entregas

Na loucura do “nunca seremos”

Nunca sei

O que queremos

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