Comentário sobre “A possível extinção do Estado de Israel” — 10/09/2014

Nascido em Coimbra em 1940, Boaventura de Sousa Santos é professor da Faculdade de Economia de Coimbra, doutor em Sociologia do Direito pela Universidade de Yale e eminente acadêmico nas universidades de Wisconsin-Madison e Warwick. É diretor do Centro de Estudos Sociais e coordenador do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa, segundo site oficial.

Seu presente artigo foi escrito para a editoria de “Opinião” do Portal “Opera Mundi” deste mês.

O autor inicia o texto com uma pergunta: é possível extinguir o Estado judaico por meio de instâncias universais? A resposta vem em seguida: sim. “A própria criação de Israel já constitui um crime contra a humanidade”, afirma Boaventura.

Sempre é interessante pesquisar sobre este tema, visto que a própria criação do Estado de Israel é completamente contraditória. Os árabes acabaram expulsos de seu território, tiveram suas casas e bens destruídos e são mantidos até os dias atuais em uma prisão a céu aberto justamente pelo povo que sofreu o holocausto.

Por diferentes motivos (econômicos ou simplesmente xenófobos) os europeus, autores desta “obra” desumana, não pensaram no presente ou futuro das pessoas que ali viviam, comandando o que viria a ser o início da destruição social palestina. As atrocidades que acontecem hoje em dia são apenas consequências de uma política colonialista bestial do passado.

Boaventura propõe, como solução, a criação de um outro Estado bilateral (englobando Palestina e Israel) onde as duas etnias conviveriam com os mesmos direitos. Para isso, pessoas de inúmeras nações teriam que declarar-se contra a situação atual e expressar esse descontentamento.

Ainda assim: Israel conta com o apoio das potências mundiais e é a mais estratégica base política da primeira economia do mundo — estamos falando dos mesmos Estados que realizam intervenções “em nome dos direitos humanos e progresso” e que detém um poderio midiático inigualável. A dívida com a dignidade virá, acima de tudo, para com eles.

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