Teologia do Coaching: você não precisa de Deus.

Bia Barbosa
Jul 28, 2017 · 4 min read

Em ascensão entre as igrejas brasileiras, essa “nova” teologia (que de teo não tem nada) está ganhando mais espaço e influência a cada dia.

Com certeza você já viu alguém compartilhando idéias de expoentes do coaching gospel. Talvez você mesmo goste. Esse é um grande problema.

Leia até o fim e entenda um dos motivos de a Bíblia e toda a história cristã reprovarem esse falso ensinamento.

O que é coaching?
“Coaching significa tirar um indivíduo de seu estado atual e levá-lo ao estado desejado de forma rápida e satisfatória. O processo de Coaching é uma oportunidade de visualização clara dos pontos individuais, de aumento da autoconfiança, de quebrar barreiras de limitação, para que as pessoas possam conhecer e atingir seu potencial máximo e alcançar suas metas de forma objetiva e, principalmente, assertiva.” — Instituto Brasileiro de Coaching

O grande mote da substituta da Teologia da Prosperidade é: a estima e o objetivo da vida em si mesmo.

Sim, nela, você está no centro. Mais uma vez.

É impossível estudar a Santa Palavra de Deus e absorver o ensinamento supremo da teologia do coaching.

Ela abre olhos através da cegueira. Aviva com morte. Ilumina com escuridão. Purifica com pecado.

Se há tribulação, o objetivo é que você seja melhor. Se há dor, é para que você seja mais forte. Talvez esteja pensando: “E, por acaso, não é assim?”.

Descubra a resposta lendo este relato de Paulo:

“[…] cinco vezes recebi dos judeus trinta e nove chicotadas. Três vezes fui espancado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, passei um dia e uma noite em mar aberto. Muitas vezes passei por perigos em viagens, perigos em rios, perigos entre bandidos, perigos entre os do meu próprio povo, perigos entre gentios, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos; em trabalho e cansaço, muitas vezes em noites sem dormir, com fome e com sede, muitas vezes sem comida, com frio e com falta de roupas. Além de outras coisas, ainda pesa diariamente sobre mim a preocupação com todas as igrejas.¹ […] Em Damasco, o governador da cidade, sob a autoridade do rei Aretas, vigiava a cidade dos damascenos a fim de prender-me. Mas desceram-me muralha abaixo, num cesto através de uma janela. Assim, escapei das mãos dele.² […] foi-me posto um espinho na carne, um mensageiro de Satanás para me atormentar, para que eu não me tornasse arrogante. Pedi ao Senhor três vezes que o tirasse de mim.³”

Paulo foi arrastado por uma multidão para fora da cidade de Listra e foi apedrejado e, provavelmente, tenha desmaiado, a ponto de a multidão achar que ele estava morto.⁴ Até onde se tem relato, ele foi preso injustamente cinco vezes.⁵ Em Jerusalém, foi compelido para fora do templo, espancado e quase morto por uma multidão.⁶ Em Malta, é atacado por uma cobra venenosa.⁷ E mais dificuldades, que não sabemos. Não por enquanto.

Qual a conclusão para tantos acontecimentos? Qual o objetivo de tudo?
Paulo responde:

“Se é preciso orgulhar-me, haverei de me orgulhar de minha fraqueza.⁸ […] de muito boa vontade me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que o poder de Cristo repouse sobre mim. Por isso, eu me contento nas fraquezas, nas ofensas, nas dificuldades, nas perseguições, nas angústias por causa de Cristo. Pois, quando sou fraco, então é que sou forte.⁹”

Há outro homem, ainda maior em humildade, paciência e obediência: Jesus. Ele foi claro a respeito do objetivo supremo do sofrimento, e que o acompanhou em todo seu caminho: glorificar o Pai.
No momento que antecedeu sua aterrorizante morte, Ele disse:

“Agora a minha alma está angustiada; e que direi? Pai, salva-me desta hora? Mas foi para isso que vim, para esta hora. Pai, glorifica o teu nome! Então, veio uma voz do céu: Já o glorifiquei, e o glorificarei mais uma vez.”¹⁰

Mas Jesus não é o único homem que poderia ter estima aos próprios olhos e buscar interesses pessoais?
A isso também responde:

“Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória nada é; quem me glorifica é meu Pai, o qual vós dizeis que é vosso Deus.”¹¹

Mas um coaching espiritual diria:

“Tudo o que te acontece tem como objetivo tornar-te sábio, maduro e forte.”

Percebe a diferença?

“Assim, quer vocês comam, quer bebam, quer façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.”¹²

Em última análise, não glorificar a Deus através do seu sofrimento é, orgulhosamente, tomar a glória para si. Percebe, aqui, o pecado?

Se você está sofrendo, descanse na soberania de Deus.¹³

Não tenha como objetivo ser mais “forte”.

“pois, quando sou fraco, então é que sou forte.”

Não tenha o objetivo em si mesmo.

Tudo vem de Deus e visa a glória de Deus.

Leia também um artigo mais completo em https://doisdedosdeteologia.com.br/teologia-do-coaching-a-substituta-da-teologia-da-prosperidade/

¹ 2 Coríntios 11:25
² 2 Coríntios 11:32
³ 2 Coríntios 12:7
⁴ Atos 14:19
⁵ Atos 16:23; Atos 21:33; Atos 23:23; Atos 28:20; Filipenses 1:13.
⁶ Atos 21:27–31
⁷ Atos 28:3
⁸ 2 Coríntios 11:31
⁹ 2 Coríntios 12:15
¹⁰ João 12:27
¹¹ João 8:54
¹² 1 Coríntios 10:31
¹³ Mateus 6:26

Bia Barbosa

Written by

Minha esperança está em Deus. ig/beantrix behance/biiabarbarbosa biabarbosa.com

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