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Como a atual pandemia pede mais relevância ao Marketing Atual

Estamos vivendo um momento de incertezas e inseguranças. Seguimos as orientações de reclusão (espero que sim) e compartilhamos massivamente em nossas redes conteúdos relevantes sobre o coronavírus e estratégias de prevenção. Relevância.

Agora, da mesma forma que nos preocupamos com nossa saúde, estamos preocupados com nossos negócios, nossos empregos, nosso futuro. E, para profissionais como eu que acabam trabalhando com o “anúncio” de diversas coisas (empresas a produtos) a palavra relevância nos pesa tanto que nada mais parece ter sentido.

Conteúdos de venda, promoções e ofertas em geral parecem estar absolutamente “sem contexto”. Há clientes que me perguntam se não chega ser uma ofensa tentar vender alguma coisa nesse período. Outros estão procurando de qualquer jeito associar sua oferta a aspectos “conteudistas” do coronavírus.

Há poucos dias, por exemplo, vi um programa de emagrecimento anunciando um pacote promocional dizendo que sua estratégia promovia também o aumento da imunidade, o que poderia ajudar na situação atual. Toda a arte era baseada no desenho do vírus COVID-19. Aí já é demais, não?

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Não estou aqui para escrever um artigo que vai lhe ajudar a construir uma estratégia de comunicação e venda no contexto pandêmico. O que gostaria de propor é uma reflexão sobre o que o peso da relevância traz ao marketing atual.

Sabemos que a nova propaganda é o conteúdo. Sabemos que há diversas estratégias de marketing digital que conseguem “caçar leads” e trabalhá-los numa intensa troca de informações até o final do chamado funil de conversão. Sabemos de estratégias de e-mail marketing, de vídeo marketing, de newsletters, de e-book, entre milhares de outras. Mas até que ponto estamos preocupados com a relevância dos nossos produtos?

A maioria das Agências de Marketing atualmente pouco se preocupam com o seu propósito, o que você é e o que você oferta. Estruturam um pacote de ações de comunicação one-size-fits-all e seguem o barco. E essa atitude vem desde os conteúdos educacionais da área.

Em uma comunicação da PUCRS-Online (print-screen abaixo) na qual se mostrava um trecho de uma aula, a professora Camila Farani comentava sobre a importância de técnicas de sensação de escassez. Sabe quando você entra em um site que tem um maldito relógio do lado contando os minutos para a oferta mudar o valor ou não existir mais? Pois é. Essa era uma técnica na qual ela estava comentando e ensinando aos seus alunos.

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O marketing 4.0, como diz o grande Kotler, é atrelado a valores coletivos. Queremos saber a ideologia, o propósito, opiniões e posicionamentos de uma marca. Marty Neumeier sabiamente diz que marca é, no fim das contas, uma reputação. E, me desculpe, mas eu não quero atrelar minha marca a uma compra de tensão, pressão e estresse. Também não quero tentar me “aproveitar” de situações como a de uma pandemia mundial.

O livro “22 Leis Imutáveis de Branding” de Al Ries e Laura Ries aborda o tema da seguinte forma: ações como essas no marketing podem até trazer maiores vendas no curto-prazo mas, no fim da história, você pode facilmente destruir sua marca e perder market-share.

Precisamos entender nosso cliente. O que ele precisa, quais são seus valores, o que eu represento para ele. Eu quero que sua experiência de compra seja tranquila e eficiente. Quero fazer do meu produto sua melhor versão. Quero entender como evoluir, como atender mais e melhor.

E sim, pode ser que seu produto não tenha nada de relevante em um período como esse que vivemos. Suas vendas vão cair, infelizmente. Mas que tal aproveitar para conversar com seu público? Pedir avaliações? Trocar informações? Planejar uma evolução para quando as coisas acalmarem?

Moral da história: precisamos parar de pensar somente em o que postar, como anunciar, que conteúdo, que postagem, que texto, likes, visualizações, compartilhamentos… Precisamos pensar na relevância do que ofertamos. Não esqueçamos que somos, no fim, produtos.

Qual é o seu produto? Qual é o seu propósito?

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Brand & Business Strategist | @ Medium, I like to share my views on life/work experiences, brands, marketing trends, business solutions, art and even politics.

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