Cauda longa e a procura pelo nicho de produtos zero lácteos

Os produtos sem lactose ou com a redução deles, no Brasil, vem claramente aumentando nesses últimos três anos. Desde 2015 as marcas tem lançado e se preocupado com essa fatia do público, não somente restrita aos intolerantes e alérgicos ao lácteo, como por consumidores que procuram uma alimentação mais saudável.
A maioria dos produtos que começaram a aparecer eram leites e queijos, mas atualmente podemos encontrar facilmente nas gôndolas outros itens como chocolates, iogurtes, pães, requeijão, manteigas entre muitos outros produtos.
Nisso há uma grande oportunidade de crescimento de nicho de mercado, há uma tendência clara de que neste novo nicho pode haver a cauda longa, que começou com as maiores empresas. Nós como consumidores, passamos a ficar acostumados a encontrar produtos que atendam aos nossos desejos específicos e não se contentar ao genérico.
Podemos aplicar a cauda longa nos seus três princípios conforme Chris Anderson:
- Democratização da produção: começamos a ter um movimento estável no gráfico abaixo, que demonstra a oferta facilitada desses produtos neste nicho como supermercado, internet, aplicativos de Delivery, restaurantes que são especializados e programas de assinatura de caixas que levam esses produtos em sua casa. Isso é cada dia mais democratizado e otimizado através da internet e redes sociais.
- Democratização da distribuição: a distribuição do serviço mais facilmente é encontrado tanto em lojas físicas como em lojas online, aplicativos que acabam fazendo esta democratização sendo muito importante para diminuir custos, mas como a demanda cada dia mais aumenta, os estoques em supermercados e lojas físicas acabam compensando esta distribuição que vem aumentado e seu estoque mesmo que seja pequeno e de curto prazo acaba sendo lucrativo.
- Democratização da ligação entre o oferta e demanda: a oferta hoje em dia está um pouca alta, mas há três anos atrás era muito maior, com o tempo acaba diminuindo esta oferta e a demanda anda aumentando, que seria a ligação da oferta e demanda. Esse princípio é um dos mais importantes a serem considerados para a cauda longa pela série de mecanismos de busca está sendo muito alta ultimamente com a era da internet, a busca no Google e reviews de blogueiros atuais faz a ligação natural e facilitada da oferta e demanda para o consumidor.

Como estes princípios são de grande importância para as empresas crescerem, a menor parte do gráfico, onde fica as maiores empresas ou aquelas mais famosas que vendem mais e tem um público mas focado na massa acaba sendo menos lucrativa na somatória. A cauda por mais que venda menos, há vários pontos de venda que acaba sendo mais lucrativo do que a menor parte por ficar cada vez mais longa. No total acaba se equivalendo aos Best Sellers e começa a ser interessante para as empresas, estes nichos específicos acabam sendo mais viáveis do que vender para toda a massa e ter todos os públicos possíveis.

A marca Verde Campo foi a pioneira no ramo de intolerantes e tem uma altíssima qualidade por ter seus produtos sempre frescos e maturados artesanalmente. Muitos anos após sua fundação, já consolidada no mercado diet e light, a Verde Campo lançou em 2011 sua primeira linha de iogurtes a base de leite sem lactose do país, a linha Lacfree.

Com o retorno positivo dos consumidores, a inovação de sua linha veio a tona, com diversos tipos de queijo, requeijão, coalhada, creme de leite e muitas outros tipos, caiu no gosto dos intolerantes que buscavam por uma vida melhor e mais saudável.
Com toda essa tecnologia e pesquisa no setor, a marca vem se consolidando a partir destes diferenciais em alimentos leves e saudáveis e consequentemente se tornou conhecida como a melhor no nicho.
Atualmente, sua oferta vem sido ajustada para atender a demanda crescente do mercado, com o número maior de pontos de venda, a nível nacional. O varejo destes alimentos tem sido cada dia mais comum e tradicionais na mesa do brasileiro, com isso a expansão da marca vem se consolidando ainda mais e trazendo muita tecnologia e diversidade para o consumidor final.
A cada ano a empresa precisa se reajustar conforme a tabela de inflação, aos produtores, tendo um preço diferenciado e acima da média. Conforme o artigo da CEPEA, USP, o preço do leite recebido pelos produtores subiu em maio deste ano (2017) tendo menor demanda para este setor. A produção em abril foi menor que março na “média brasil”, conforme os pesquisadores do cepea a valorizacao do leite anda limitada pela fraca demanda no ponto final.
O preço real destes alimentos em gôndolas, em média, varia de R$ 5,00 a R$ 40,00, mas a qualidade do produto, embalagem, o cuidado de produção do produto e a comunicação da marca com o consumidor se destacam em relação a diferenciação de mercado.
Este mercado acaba respondendo a demanda dos clientes inevitavelmente, mas este nicho atualmente, acaba tendo uma grande oportunidade de crescimento por acima de tudo, ser tendência e ter consumidores assíduos, que demonstram preocupação com sua saúde e de sua família.
