Lei pode garantir apoio e tratamento às crianças com microcefalia no Rio de Janeiro

Deputados estaduais, familiares, especialistas e representantes de órgãos públicos criaram um grupo de trabalho com o intuito de formular uma lei que garanta apoio e tratamento às crianças com microcefalia (condição em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal). Muitas famílias afirmam que, em algumas cidades, o acesso ao tratamento é muito difícil.

O grupo foi anunciado durante uma audiência pública para discutir o tema na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo o presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência, Márcio Pacheco (PSC), o principal objetivo será fundamentar um projeto de lei que possa apoiar famílias e crianças.

Uma das medidas pensadas para o projeto é a de colocar representantes em cada um dos 92 munícipios fluminenses para monitorar e acompanhar o tratamento das crianças. Atualmente, somente 60 municípios contam com essas equipes.

Desde 2015, mais de mil casos de microcefalia foram registrados no Rio de Janeiro. Os números tiveram um aumento significativo quando houve uma epidemia do vírus Zika, causador da doença em bebês nos casos em que a mãe é infectada durante a gravidez.